Invejosa: Final Explicado da 1ª Temporada da Série

A comédia argentina Invejosa, lançada em 2024 pela Netflix, mergulha no caos emocional de uma mulher aos 40 anos, misturando humor afiado com reflexões sobre inveja e autodescoberta. Estrelada por Griselda Siciliani como Vicky, ao lado de Esteban Lamothe e Benjamín Vicuña, a série adapta dilemas reais em uma novela leve, mas repetitiva em momentos. Com episódios curtos e diálogos previsíveis, ela representa o sonho frustrado de formar uma família, sem cair em julgamentos pesados. O final da 1ª temporada, no episódio intitulado “A Pequena Sereia”, fecha arcos com emoção inesperada, deixando um cliffhanger romântico. Neste artigo, exploramos o desfecho sem spoilar a continuação, focando em reconciliações familiares e escolhas amorosas. Atenção: spoilers para a 1ª temporada à frente!

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Resumo da Trama de Invejosa

Vicky, interpretada com carisma vulnerável por Siciliani, é uma solteira convicta aos 39 anos, obcecada por casais felizes ao seu redor. Após 10 anos de namoro, ela propõe casamento a Danny (Lamothe), mas ele hesita, terminando o relacionamento e deixando-a devastada. Invejosa das amigas casadas e mães – como Lu, que enfrenta problemas conjugais –, Vicky busca refúgio no trabalho e em flertes superficiais. Seu chefe, o mulherengo Nicolás (Vicuña), vira alvo romântico, mas revela-se casado, humilhando-a publicamente em uma cena bêbada e cômica.

Ao longo dos episódios, surge Matias, um amigo leal que a apoia sem julgamentos. Ele representa estabilidade, contrastando com os dramas de Danny e Nicolás. A série usa flashbacks para desvendar o trauma de Vicky: abandonada pelo pai na infância, ela carrega inseguranças que sabotam relacionamentos. Com toques de sátira social, Invejosa critica a pressão sobre mulheres “atrasadas” na vida adulta, intercalando risadas com cenas de solidão crua. A trama avança em Buenos Aires vibrante, com festas caóticas e conversas noturnas que expõem fragilidades. Apesar de repetições – Vicky lamenta sua solteirice em loops previsíveis –, o elenco eleva o material, tornando-a uma binge-watch leve para quem curte comédias confessionais.

Por Que o Episódio Final se Chama “A Pequena Sereia”?

O título do episódio 6 evoca o conto de Andersen não por acaso, mas como metáfora central para o arco de Vicky. Desde criança, ela se sente indigna de amor, projetando no pai ausente uma falha pessoal. Ele a abandonou após prometer um cinema familiar, deixando-a com o peso de “provar” independência – ironicamente, construindo uma vida solitária. Essa bagagem explica sua fixação em famílias perfeitas: inveja como escudo para o medo de repetição.

No clímax hospitalar, após uma bebedeira que termina em braço quebrado – vestida com o vestido de noiva comprado para Danny –, Vicky confunde alucinações medicamentosas com realidade. Matias a resgata, cuidando dela com paciência inabalável, enquanto Danny aparece brevemente, ampliando o caos. A virada emocional surge quando descobre o pai no mesmo hospital, terminal. Essa coincidência forçada, típica de novelas, permite um adeus catártico. Vicky confronta-o, liberando décadas de ressentimento. Laura, sua meia-irmã, entrega ingressos guardados por 30 anos: para A Pequena Sereia, o filme prometido e nunca visto.

Assistindo ao pai morrer, Vicky atinge o fundo do poço de solidão, mas epifanias florescem. Laura compara-a a Ariel: obcecada pelo “mundo em terra” (casamento idealizado), ignorando tesouros “submarinos” (o amor real de Matias). Ele a aceita imperfeita, sem moldes fairy-tale. O episódio equilibra humor – Vicky drogada tagarelando sobre príncipes – com lágrimas, humanizando sua jornada. Não é redenção mágica; é aceitação gradual de que o abandono paterno não define seu valor. O título, assim, fecha o ciclo: hora de abandonar o conto de fadas por uma narrativa própria.

O Que Acontece com Vicky e Danny no Final?

O desfecho romântico acelera o coração, mas frustra pela familiaridade. Após o hospital, Vicky retorna para casa determinada a declarar-se a Matias, reconhecendo-o como âncora verdadeira. Ele compreende suas camadas – invejas, medos, risadas forçadas –, aparecendo sempre nos baixos, como na adoção do cachorro que simboliza compromissos reais. No entanto, o drama soa clichê: Danny espera no portão, vomitando confissões. Após casar com uma brasileira jovem, ele alega viver “a vida de outro”, querendo voltar para Vicky por amor eterno. (Contradição gritante: ele recusou o casamento alegando falta de amor dela.)

Antes que Vicky responda, Danny se ajoelha com um anel, propondo em público. Matias chega nesse exato instante, com o cachorro adotado, congelando a cena em um triângulo clássico. Quem ela escolhe? O episódio corta aí, deixando o público em suspense. Essa escolha não é só sobre romance; reflete o tema central. Danny evoca o passado traumático – hesitação, rejeição –, enquanto Matias oferece futuro autêntico. A série sugere que Vicky, pós-epifania, priorize si mesma, mas o soap opera em Invejosa adora arrastar dilemas para ratings. O final valida sentimentos femininos sem romantizá-los excessivamente, mostrando que inveja pode ser catalisador para crescimento, não vilania.

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