Crítica de A Grande Mentira | Vale A Pena Assistir o Filme?

A Grande Mentira (2019), dirigido por Bill Condon, une dois gigantes do cinema: Helen Mirren e Ian McKellen. Com 1h50min de duração, o suspense dramático adapta o romance de Nicholas Searle pelo roteiro de Jeffrey Hatcher. Disponível para alugar na Netflix, Amazon Prime Video e HBO Max, ou em plataformas como Apple TV, Google Play e YouTube, o filme explora enganos e segredos entre idosos. Em 2025, ele ganha nova relevância com o aumento de fraudes online. Mas o brilho do elenco compensa as falhas? Esta análise revela os acertos e tropeços.

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Premissa intrigante, mas irregular

Roy Courtnay, um vigarista experiente, conhece Betty McLeish, uma viúva ingênua, por um site de namoro para idosos. O que parece um flerte inocente vira um jogo de manipulação financeira. A trama avança com camadas de mentiras, revelando passados sombrios ligados à Segunda Guerra Mundial.

A ideia inicial cativa. Focar em golpistas na terceira idade traz frescor ao gênero, destacando solidão e vulnerabilidade dos idosos. O tom leve de comédia no encontro inicial contrasta com o drama posterior de vingança. No entanto, a transição é abrupta. Flashbacks pesados interrompem o fluxo, e reviravoltas finais parecem forçadas. O ritmo arrasta no meio, esticando cenas desnecessárias. Apesar do potencial, o filme perde fôlego, priorizando surpresas sobre coerência.

Elenco estelar eleva o material

Helen Mirren brilha como Betty. Ela incorpora uma mulher confiante, mas frágil, com olhares que transmitem inocência e força. Sua química com McKellen é elétrica, sustentando o duelo central. Ian McKellen, como Roy, devora o papel. Seu vigarista charmoso esconde camadas de malícia e arrependimento, com diálogos afiados que lembram seu Gandalf astuto.

Russell Tovey e Jim Carter completam o time com papéis sólidos. Tovey, como o filho protetor de Betty, adiciona tensão familiar. Carter, parceiro de Roy, traz comicidade seca. O elenco compensa o roteiro raso, criando momentos hipnóticos. Sem eles, o filme seria forgetável. Mirren e McKellen formam um par irresistível, como um duelo teatral.

Direção e roteiro ambiciosos, mas falhos

Bill Condon, de A Bela e a Fera, dirige com elegância visual. A fotografia captura Londres e Berlim com tons quentes, refletindo o conforto ilusório de Betty. A montagem, porém, é irregular. Flashbacks da guerra, cruciais para o arco de Roy, surgem desajeitados, confundindo o espectador.

O roteiro de Jeffrey Hatcher adapta fielmente o livro, mas peca na profundidade. Temas como trauma da guerra e impacto de fraudes são tocados superficialmente. Diálogos soam datados, com toques de melodrama que beiram o ridículo. Condon tenta equilibrar comédia e suspense, mas o tom oscila. O resultado é um filme polido, mas vazio de emoção genuína. Orçamento sólido garante produção caprichada, mas falta ousadia narrativa.

Pontos fortes e limitações

Fortes: O embate Mirren-McKellen é o coração. Cena do primeiro jantar, cheia de insinuações, é puro deleite. Exploração da terceira idade adiciona relevância, mostrando idosos como protagonistas ativos. Trilha sonora sutil reforça a tensão latente.

Limitações: Reviravoltas finais soam implausíveis, como transferências financeiras absurdas. Desenvolvimento de Roy falha em justificar ações, tornando-o caricatural. Ritmo lento no ato dois testa a paciência. Sem spoilers, o clímax resolve laços frouxos de forma conveniente.

Vale a pena assistir?

  • Nota: 3/5. Assista pelo talento, ignore o resto. Em 2025, com fraudes digitais em alta, ele alerta sobre enganos sutis. Se busca suspense inovador, opte por Gone Girl. Aqui, o brilho vem dos atores, não da trama.

A Grande Mentira diverte quem ama duelos verbais e atuações premiadas. Em 1h50min, é sessão rápida para noites frias. Alugue na Netflix por R$14,90 ou Prime por similar. Para casais idosos, ressoa com temas de confiança. Fãs de Mirren e McKellen perdoam falhas pelo prazer do espetáculo.

A Grande Mentira desperdiça um elenco de ouro em uma trama irregular. Bill Condon entrega visual polido, mas roteiro raso e tom confuso limitam o impacto. Helen Mirren e Ian McKellen salvam o dia com química impecável, tornando o filme assistível. Não é clássico, mas um deleite passageiro para fãs de veteranos. Vale o aluguel? Sim, pelo duelo hipnótico. Em um mar de remakes, ele celebra atores maduros. Recomendado para quem prioriza performance sobre perfeição.

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