Home Já acabou mas vale a pena [Já acabou, mas vale a pena] Will & Grace: a revolução em forma de sitcom
[Já acabou, mas vale a pena] Will & Grace: a revolução em forma de sitcom

[Já acabou, mas vale a pena] Will & Grace: a revolução em forma de sitcom

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O dia 28 de junho é o Dia Internacional do Orgulho LGBT. Nessa mesma data, em 1969, lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e drag queens se uniram contra as batidas policiais que ocorriam com frequência no bar Stonewall-Inn, em Nova York. O episódio marcou a história do movimento LGBT, que continua lutando por direitos e visibilidade. Em homenagem à data, durante o mês de junho, portais nerds feministas se juntaram em uma ação coletiva para discutir de temas pertinentes à data e à cultura pop, trazendo análises, resenhas, entrevistas e críticas que tragam novas e instigantes reflexões e visões.

O primeiro dos 194 episódios de Will & Grace foi ao ar no dia 21 de setembro de 1998 e desde então muita coisa mudou. Naquela época, Will foi o primeiro personagem gay a ser protagonista de uma série em horário nobre. Uma série que não se importava em discutir sua sexualidade. Muitas pessoas citam isso como o grande diferencial da série na época. Will & Grace era sobre pessoas em Nova Iorque e, ‘por acaso’, algumas dessas pessoas eram gays. De 1998 à 2006, foram oito temporada, transmissões para mais de 60 países, 83 indicações ao Emmy e 16 estatuetas.

Will & Grace se concentra na amizade entre Will (Eric McCormack), Grace (Debra Messing), Jack (Sean Hayes) e Karen (Megan Mullally). Quatro personalidades completamente diferentes, mas que lidam com problemas padrões, como encontrar trabalho, romance, brigas com amigos e ter filhos. Bem como um tanto de piadas sobre as culturas gay e judaica. Will, um advogado, e Grace, uma design de interiores judia, são amigos que dividiam um apartamento em NYC. Jack é o melhor amigo de Will e Karen é uma ricaça que trabalha para Grace em sua galeria. Will e Grace foram namorados durante o período da faculdade e é na primeira vez do casal que Will descobre que é gay.

Na época, muitos críticos achavam que a série não daria certo, ainda mais porque Ellen, da Ellen DeGeneres, tinha sido cancelada um ano antes, quando as críticas diminuíram após a série se tornar ‘gay demais’. Um dos seus criadores, David Kohan revelou em uma entrevista ao site da revista Variety, em 2015, que foi pressionado a ‘curar’ Will.  “Eu me recordo que um dia o meu empresário perguntou: ‘ei, não tem como você fazer Will virar hétero?”. Kohan deu a entender, que o empresário achava que assim seria mais fácil negociar com a NBC.

Por sorte nada foi mudado e Will & Grace foi um dos grandes marcos da TV americana na época. Uma série divertida, com cenas inesquecíveis, algumas polêmicas e um humor ácido. Fez mais do que simplesmente divertir seus espectadores, abriu portas para a homossexualidade e para futuros shows com essa temática. Ao contrário do que a crítica esperava, não se tratou de homossexualidade. O show foi sobre compreender, valorizar e apreciar a amizade. E deixou alguns fãs pelo meio do caminho.

Para nossa alegria, esse ano Will & Grace retorna para uma nova temporada com 12 episódios na NBC. Debra contou em entrevista ao canal E! que a decisão pela volta do programa foi algo em conjunto entre os atores. “A NBC nem sabia que estávamos fazendo isso, mas então o telefonema veio e nós quatro ficamos juntos e jantamos e olhamos ao redor da mesa e nós estávamos, ‘o que você acha?’ E todos nós sentimos que precisávamos rir e queríamos mais do que qualquer coisa fazer outras pessoas rirem”.

Agora é só esperar até setembro e se divertir com as novas histórias do revival de Will, Grace, Jack e Karen.

Confira o trailer:

Liz Serpa Liz, carioca made in Brasília em 1986. Maratonista de séries, pós-graduada em cultura inútil, nerd, leitora, jogadora, boa ouvinte e um tanto perdida.

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