Home Indicação [Já acabou, mas vale a pena] Com muito bom humor, Um Maluco no Pedaço carrega importante mensagem sobre família
[Já acabou, mas vale a pena] Com muito bom humor, Um Maluco no Pedaço carrega importante mensagem sobre família

[Já acabou, mas vale a pena] Com muito bom humor, Um Maluco no Pedaço carrega importante mensagem sobre família

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Um maluco no pedaço

Essa é a história de um cara que teve sua vida virada ao avesso ao se mudar da Filadélfia, na Pensilvânia, para Bel-Air, um bairro nobre da Califórnia. Sim, estamos falando de ninguém menos do que Will Smith em Um Maluco no Pedaço, seriado que marcou a vida de quem cresceu nos anos 90. Produzida pela rede NBC, a série teve seis temporadas que foram exibidas entre os anos de 1990 e 1996 nos Estados Unidos. Já no Brasil, a comédia estreou no SBT no dia 19 de março de 2000.

Na trama, Will vai morar com seus tios, Phill e Vivian Banks, após se envolver em algumas brigas em sua cidade natal. Ao chegar lá, o choque é imediato e as diferenças de classe logo são notadas por Will, já que a família Banks é rica e ele não. Will gosta de rap, usa roupas largas, não pensa muito antes de falar e nunca aprendeu qual é o melhor talher para cada refeição. Já a família Banks valoriza a música clássica, a literatura e jantares em volta da mesa. A verdade é que Will representa a cultura popular, enquanto seus tios representam a cultura erudita.

Desse contato entre culturas, comportamentos e pensamentos tão diferentes, surge uma série de situações engraçadas, como quando Will ensina Ashley, sua prima mais nova, a cantar rap, com o objetivo de ajudá-la a entrar no coral da escola. Isso acontece logo no primeiro episódio do seriado, já introduzindo tudo o que veríamos a seguir. Aliás, a relação entre Will e Ashley é muito bonita. É com Will que Ashley sente liberdade de dizer o que pensa e ser quem quer ser. Isso leva a personagem a trilhar um caminho de independência e liberdade, sem abrir mão de seus estudos e ambições. Ashley é como um equilíbrio entre as duas culturas.

Apesar dessas divergências culturais, os personagens vivenciam muitas coisas em comum, já que passam pelos mesmos processos de discriminação. Esse tema é abordado diversas vezes na série, com um tom cômico, mostrando que o racismo impacta toda a população negra, independente de sua classe social. Exemplo disso foi no episódio “Troquei as Bolas” em que Will e Carlton, seu primo, são presos ao serem confundidos com ladrões de carros, enquanto dirigiam o veículo caro de Tio Phill. Afinal, o que dois jovens negros faziam com um carro daquele valor?

Hillary, a outra prima de Will, e Geoffrey, o mordomo, são também figuras importantes na história, bem como todos os amigos de Will que, volta e meia, aparecem sem avisar. Outro tema interessante levantado pela série é o abandono paterno vivido por Will que, após diversas crises e decepções, começa a enxergar e aceitar seu Tio Phill como sua figura paterna de maior relevância. Esse, pra mim, é um dos processos mais bonitos de acompanhar na série.

Enfim, a verdade é que mesmo com todas as diferenças e desavenças, ao longo de seis temporadas, o que “Um Maluco no Pedaço” nos mostra é um processo divertido e espinhoso de aceitação, tanto de Will para com seus tios, quanto de seus tios para com o sobrinho. E, por trás de todas as piadas e situações inusitadas, o que fica para nós é uma mensagem importante sobre família. Família, no contexto do seriado, é formada por quem está disposto a ouvir, compreender, aprender e perdoar. E pagar alguns micos juntos, é claro.

Quem quiser conhecer ou rever a série pode acompanhar as maluquices de Will na Netflix, que conta com todas as seis temporadas em seu catálogo.

“It’s not unusual to be loved by anyone”

Isabella Mariano Jornalista, poeta, feminista e completamente impulsiva. Gosta de beber cerveja, ouvir música, tatuagens e de cachorros. Atualmente, tenta lidar com o vício em Game of Thrones, Sense8 e Gotham da melhor forma possível. Mas é aquele ditado, vamos fazer o quê?

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