No quinto episódio da quinta temporada de The 100, Octavia está disposta a conseguir sua revanche contra Dyoza, que roubou o pedaço de terra fértil, chamado de Éden, e excluiu o povo de Wonkru, recém resgatado do bunker. Para isso, a RedQueen vai usar da sua maior arma: teimosia. Ou seja, não quer dizer que o plano iria, necessariamente, dar certo.

Do outro lado, Clarke assume a posição de liderança naturalmente, como é de se esperar de sua personagem, no momento em que ela intervém nos planos de “lutar ou morrer” de Octavia. Ela é contra a ideia de enviar um exército para o vale, para combater Dyoza e seu próprio exército muito mais poderoso e numeroso.

Como esperado, as experiências e opinião de Clarke falaram mais alto. Octavia acaba perdendo dúzias de guerreiros de seu exército em um deserto cheio de armadilhas e obstáculos, como insetos venenosos e tempestades mortais de areia. Ela mesma acaba se machucando e quase morre, não fosse a ajuda do seu povo fiel. Claro que quem tem que cuidar dos ferimentos da RedQueen acaba sendo Clarke.  

Nesse ponto, o roteiro já deixou mais do que provado que Octavia, apesar de não parecer ser a vilã da temporada – esse posto fica pra Dyoza mesmo – também não aparenta ser uma grande heroína como antigamente, mas sim uma grande pedra no caminho para a sobrevivência.

Enquanto isso, os novos antagonistas ganham seu espaço na temporada. Além do desenvolvimento contínuo da personagem coronel Diyoza, também aprendemos mais sobre os outros membros de núcleo. Como Shaw, o piloto que foi poupado pelos criminosos de sua própria nave, pois é o único com conhecimento tecnológico e de mecânica. Ele rapidamente se torna um páreo duro para Raven, com uma estranha, porém interessante química entre os dois.

No mesmo núcleo, uma pequena confusão para quem está assistindo: a série não mostrou os prisioneiros restantes sendo liberados por Diyoza após a captura de Raven, por isso dá uma certa confusão nas transições de cenas. Contudo, eles foram liberados e esse fato trouxe de volta Monty, Echo, Harper, Emori e Madi. Eles conseguiram afastar os prisioneiros para que Murphy, que usava uma coleira com uma espécie de GPS, pudesse se esconder. A surpresa: Emori, provavelmente ainda com sentimentos pelo garoto, resolve ir junto.

Outro subplot muito importante está focado em Abby e Kane, empenhados em diagnosticar essa misteriosa doença que os prisioneiros da Eligius carregam, para depois, curá-los. Tudo aos mandos de Diyoza, muito embora Kane, mesmo que em nome da sobrevivência, tem se mostrado um grande jogador para este time.

Aparentemente Diyoza percebe este potencial em Kane, e o separa de Abby para uma reuniãozinha particular, onde ele fala sobre Octavia. Este momento também contou muito sobre a Coronel, como seu corpo cheio de cicatrizes de batalha e o efeito da morte de seu pai em sua vida.

Mas não tem como encerrar a review desse episódio tão cheio de eventos, sem voltar para as questões do elenco principal e o reencontro do fim do episódio entre Echo e Octavia, que já lançou um olhar mortal para a inimiga ao ver que ela está se envolvendo com o irmão.

Destaque também para o fato de que os diretores fizeram questão de mostrar também a reação de Clarke, o que remete muito a chegada de Raven à Terra, recepcionada por Finn, na primeira temporada.