Supergirl 3×12 – For Good: Até onde vai a confiança que Kara tem em Lena?

Quando começaram com essa história de todo episódio focado na Lena ser sobre Lena boa moça x Lena vilã, a impressão que dava era que uma hora isso ficaria maçante. Do que adiantaria diversos episódios que poderia montar terreno do nascimento da mais nova vilã de Supergirl, sendo que no final ela encontraria a luz no fim do túnel através das palavras inspiradoras de Kara? Entretanto, For Good é a prova de que, por trás de toda essa ladainha de Lena Luthor vilã que não vira vilã nunca, tem muito desenvolvimento e situações que tornam cada vez mais difícil Lena não se magoar quando descobrir que sua melhor amiga, na verdade, também é a Supergirl.

Desde o primeiro encontro, Kara sempre deu o benefício da dúvida para Lena. Após mais de um ano dessa amizade, independente do que acontece, Kara não dá mais esse benefício da dúvida, ela acredita na Lena cegamente, pois nunca conseguem provar o contrário de qualquer coisa que acusam a Luthor mais nova ou do que ela diz ser. Mas, até onde vai essa confiança que Kara tem na Lena?

Ela confia que Lena nunca irá matar ninguém, pois ela não é assassina. Ela confia que Lena nunca irá escolher o caminho errado, seguir os passos de sua mãe, pois Lena sabe muito bem como termina. Só que ela não confia em Lena para contar sua identidade secreta. Kara sai por ai voando com a Lena sem o seu traje que sempre fica debaixo de sua roupa, a leva para ser tratada no DEO, mas não confia o suficiente nela para contar que é a Supergirl.

Depois de For Good, isso continua sendo bom para a história.

Lena poderia ter escondido da Kara que tentou matar o Edge. Ela não sabia como a melhor amiga reagiria a essa informação, então por que contaria, sendo que existia a mínima chance de perder a amiga? Ela também poderia ter escondido que sua mãe estava tentando matar o Edge. Não ia ser o sangue dele em suas mãos, então por que se importaria? Mas Lena confia na Kara. Ela sabe que a melhor amiga sempre estará lá por ela. Porém sempre que a palavra “melhor” vem na frente de amigo, isso tem um peso mil vezes maior. Em qualquer história, melhores amigos contam tudo um para o outro.

Isso poderia ser um pouco dramático, caso não desse para comparar Lena e Kara com Chloe e Clark de Smallville. Chloe teve que descobrir sozinha que o seu melhor amigo possuía poderes, embora ela não tenha fica contra o Clark por guardar esse segredo, isso pesou muito lá na frente. Teve muitas discussões sobre “você nunca confiou realmente em mim” e olha que Chloe nem tinha Luthor no nome.

Como pode ficar a amizade de Lena e Kara, caso Lena venha descobrir que sua melhor amiga é a Supergirl? A relação das duas não deveria ser diferente da relação que Clark tinha com o Lex?

Desculpa, mas o que Lena tem de inteligente intelectualmente, ela tem de burra emocionalmente. Ela consegue construir um portal que traz os daxamitas de volta para a Terra, mas não consegue ver o que está bem debaixo da roupa social que sua melhor amiga usa para trabalhar. E, como fizeram questão de lembrar várias vezes nesse episódio, Lena não é a Cat, portanto vai precisar muito mais do que um “sonho” para fazer com que ela junte os pontos.

Por outro lado, temos todo o enredo da Sam.

Supergirl deveria ter um pouco mais de respeito com os fãs de Grey’s Anatomy na hora de fazer certas referências. A morte de Lexie Grey é algo que não aceitamos até hoje, então Alex dizer que passou um tempo em Seattle antes de entrar para o DEO só faz com que as teorias de que Lexie forjou a morte e que vive uma nova vida em National City sejam reais.

Enfim…

Reign está dando muito trabalho para a Sam. Embora Sam saiba que está tendo alguns apagões, até momentos em que ela estava sob comando do corpo também não são fáceis de lembrar, caso contrário, se ela contasse para a Alex que veio em uma nave, provavelmente juntariam os pontos no mesmo segundo de que Samantha Arias, também pode ser conhecido como Reign, a Matadora de Mundos.

Esses esquecimentos ajudam bastante no desenvolvimento da amizade do quarteto fantástico. Agora Alex, Kara e Lena podem juntar forças para tentar descobrir o que tem de errado com a Sam, reforçando o “nós somos família”.

Depois da Reign, se fosse para escolher somente uma coisa positiva na terceira temporada de Supergirl, seria essa amizade do quarteto fantástico. Aos poucos parece que Supergirl está devolvendo a série para as mulheres. Todas as histórias estão dando um jeito de envolve-las, da mesma forma que as interligações dos enredos fazem com que elas tenham momentos juntas, apoiando uma a outra, como foi nesse episódio.

Embora ainda cismem em colocar Guardião e Mon-El para “ajudar”, isso não está tirando o protagonismo de nenhuma delas e, o mais importante, não está tirando o protagonismo da Kara. Poderiam parar de coloca-los para “ajudar”, mas é muito difícil encontrar uma série perfeita em todos os aspectos, então, no momento, dá para se contentar com o fato de Supergirl estar voltando aos trilhos.

Aproveitando que Morgan Edge foi preso, o plot dele poderia encerrar nesse episódio mesmo. Supergirl desde a primeira temporada não consegue desenvolver várias histórias ao mesmo tempo. Era para terem montado um enredo maravilhoso sobre a Intergangue quando adicionaram Morgan Edge nessa temporada, mas a única coisa que fizeram foi uma versão live-action de Tom e Jerry.

Lillian Luthor que deveria voltar para sempre para nós. Essa mulher sempre traz uma dinâmica muito boa para os episódios. E, sempre quando o assunto é a mãe do ano, lembram de dar continuidade a certas situações que já estavam perdidas na lembrança.

O traje do Lex era algo que dificilmente imaginaríamos que alguém iria usá-lo por agora, se alguém fosse usar, mas quando menos esperávamos, lá estava Lillian Luthor fazendo um bom uso dele. Então, como não querer que essa mulher apareça mais na série, ainda mais quando ela trás verdades – ou tenta matar o Mon-El?

Lena fica brincando de rainha da mídia, sendo que é um gênio. Se esse lembrete não foi para que ela seja a mais empenhada em descobrir o que tem de errado com a Sam, então era melhor nem terem lembrado disso.

Por mais que Lena seja toda lerda para descobrir que sua melhor amiga é a Supergirl, as chances dela ligar os pontos e descobrir que o problema que a Sam tem é estar dividindo o corpo com uma Matadora de Mundo são maiores. Além de ser o que muitos querem ver. Já que nos privam de saber mais um pouco da história da amizade que Sam e Lena têm, os roteiristas poderiam nos dar pelo menos isso.

E também poderiam parar de colocar todo episódio o Mon-El dizer que sabe como está sendo difícil para Kara tê-lo por perto. Parece que ele sente prazer em fazer tudo ser sobre ele. Kara finalmente está seguindo em frente, mas ele não pode vê-la feliz por dois minutos que tem que ir com aquela cara de prisão de ventre dizer que sabe o quanto está sendo difícil para ela. Difícil está sendo para a gente ter que lidar com o Mon-El todo episódio fazendo vários nada e ainda se achando o herói do milênio. Acho que já está na hora da Legião voltar para o século XXXI, tendo em vista que o DNA deles é muito importante lá, então não sei porque essa enrolação para voltarem logo para casa.

PS: Kara está sedenta para tomar uma surra de outra Matadora de Mundos, não é?