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Supergirl 3×05 – Damage
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Supergirl 3×05 – Damage

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Supergirl 3×05 – Damage: O estrago está mesmo feito, mas no futuro, se quiserem, tem conserto.

Nunca é fácil perder um casal que amamos. Nós também começamos a fazer parte do relacionamento no momento que um cruza o caminho do outro. Torcemos por conversas, por atitudes, por gestos que fazem com que a gente fique suspirando até o próximo episódio. Vibramos com a primeira declaração, primeiro beijo, primeira vez, primeiro “eu te amo”, sofremos com as brigas e torcemos para que o casal fique junto para sempre. Coisa que quase nunca acontece com os casais que realmente amamos.

Sanvers entrou para a lista dos casais que deveriam ser endgame, mas não foram. O término delas foi como se nós tivéssemos passando por aquele fim de relacionamento, o que, de certa forma, estávamos mesmo. Desde a primeira vez que as duas se encontraram na cena do crime do episódio Welcome to the Earth, nós também investimos e entramos de cabeça nesse relacionamento.

O pior de tudo é que o término de Sanvers não faz um pingo de sentido. Faria, caso o assunto filhos fosse mais presente desde o momento que conhecemos a Alex e também se Sanvers não fosse o casal que sempre da um jeito em absolutamente tudo para ficarem juntas.

Alex nunca, em momento algum, antes de conhecer a Ruby comentou sobre o desejo de ser mãe. Quem lembra do episódio em que ela teve que lidar com uma criança alienígena? Ela passou boa parte do tempo comendo hambúrguer com o menino na sala de interrogação e em nenhum momento comentou sobre essa vontade louca de ser mãe. Toda mulher que tem o desejo de ser mãe comenta sobre isso, fala sobre os nomes que vai dar aos filhos ou muitas vezes até a mulher que não tem tanta certeza que quer ser mãe assim as vezes comenta sobre isso. Alex e Maggie iam casar e em nenhum momento ela tocou no assunto de algo que ela disse que sentia desde sempre, independente dos relacionamentos em que estava.

Maggie queria a Alex. Ela queria ser feliz ao lado da Alex. Onde um filho não entraria para somar nessa felicidade? Ainda mais quando ela disse que Alex é sua única família? Como eu disse nas reviews passadas, o amor delas é tão puro, o amor delas é daqueles que todo mundo procura, mas que é muito difícil de encontrar, o amor delas vence absolutamente tudo, então Maggie nunca iria desistir de ser feliz ao lado da Alex por causa de filhos. No final das contas, Sanvers é aquele casal que você olha e imagina as duas tendo diversos filhos mesmo e sendo as melhores mães do mundo inteiro.

Embora Floriana Lima tivesse optado por se tornar personagem recorrente, era mais fácil terem continuado com o noivado e até mesmo com o casamento off-screen ao invés de escrever um término que não condiz com o desenvolvimento das duas. Isso seria mais uma vez se contentar com pouco? Seria. Mas é muito difícil encontrar um casal da CW igual Sanvers. As únicas referencias que eu tenho é Lois e Clark (Smalville) e Jane e Michael (Jane the Virgin) e, o segundo casal, todo mundo sabe como terminou.

Mas, em meio a toda essa história incoerente e preguiçosa, não da para ignorar o fato de que as duas terminaram bem. Não foi algo horrível que acarretou o termino ao ponto de uma nunca mais querer olhar para a cara da outra. Elas ainda se amam, sempre vão se amar e, se iludindo um pouco, por que os caminhos não podem se cruzar novamente em um futuro? É pouco provável, mas não é impossível.

Sanvers ainda teve o que poucos casais LGBT tem hoje em dia: um termino em que nenhuma das partes morreram. Depois de todos os movimentos que rolaram na internet e a promessa que o próprio showrunner fez de que nenhuma das duas iria morrer, eles não fizeram mais do que a obrigação em manter a Maggie viva – e em National City -, mas o coração agradece por não terem optado pelo caminho comum, clichê e cruel.

Mesmo com o roteiro mal escrito e mal conduzido, Chyler Leigh e Floriana Lima mais uma vez fizeram milagres. Elas conseguiram emocionar, conseguiram fazer com que a gente sentisse mesmo a perda do casal e, o mais importante, continuaram transmitindo o quando Alex e Maggie se amam e até o último segundo fizeram com que a gente acreditasse que ainda teria uma luz no fim do túnel e que Maggie não sairia por aquela porta do apartamento. Se fosse um plot comum, provavelmente ela sairia, mas antes da porta se fechar, ela voltaria dizendo que tudo bem, elas iriam ter quantos filhos a Alex quisesse, mas não era um plot comum.

Sanvers, você vai fazer falta.

Paralelo a toda dor e sofrimento do término de Sanvers, tivemos mais uma vez National City sendo ingrata com Lena Luthor. E, o mais importante, tivemos Kara e Sam juntando forças para limpar o nome da empresária.

O sentimento de impotência que Lena deve ter deve ser gigante. Ela está lidando com um vilão que consegue esconder todos os seus rastros e que em todo oportunidade dá um jeito de colocar a culpa nela pelas coisas que ele faz.

Lena apontando a arma para Edge não foi uma forma dela dizer “Oi, eu sou uma Luthor, nós Luthor matamos todo mundo porque não existe ninguém de bem aqui”, foi uma forma dela tentar parar com isso. Estava evidente o quanto Lena estava no limite. Ela quis que a Supergirl a deixasse para morrer, provando mais uma vez o quanto ela não tem nada a ver com o restante da sua família.

A única preocupação é caso Lena torne isso de afrontar as pessoas apontando uma arma hábito. Dessa vez ela não conseguiu atirar, mas até quando? Isso seria a Lena vilã nascendo ou seria somente Lena passando por um momento ruim como todos, eventualmente, passam nessa série? O que não podem é ficarem abusando muito dessa fórmula, caso contrário, esse plot que também está bom de acompanhar, vai acabar ficando cansativo e, no final, vai ter um desenrolar bem ruim.

No final das contas, o ponto alto disso tudo é toda essa amizade entre Sam, Lena e Kara. Não tem nada melhor do que assistir mulheres se apoiando e dando suporte uma para a outra. Não tem nada melhor do que ver uma Luthor sendo considerava família de alguém, sendo que sua própria família a negligenciou a vida inteira, coisa que nem Kara e nem Sam fazem.

Outra coisa que abriu perguntas é “onde”, “como” e “por que” Lena e Sam se conhecem. Damage deu a entender que as duas tem um passado e seria muito bom se mostrassem ele para a gente por causa da própria história da Sam se tornar a Reign. Vai chegar uma hora que ela vai precisar que a Lena não desista dela, da mesma forma que ela não desistiu da Lena.

Falo isso toda review e vou falar até o momento que a Reign aparecer, mas esse plot está bom demais e espero que continue sendo bem desenvolvido assim porque a história merece.

PS: Eu não vou falar nada sobre Lena e James porque quem está passando vergonha é você, Supergirl.

PS 2: Vamos para Midvale?

Bruna Cezario Socia do Twitter, Lois Lane brasileira, super-heroína de dia, aprendiz de Shonda Rhimes a noite, rainha dos spoilers, rainha das séries, filha da Cat Grant, Arizona Robbins Defense Squad e farofeira nas horas vagas.

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