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Supergirl 3×01 – Girl of Steel

Supergirl 3×01 – Girl of Steel

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Supergirl 3×01 – Girl of Steel: “Kara Danvers é minha pessoa favorita. Ela me salvou mais vezes do que a Supergirl. Então pense duas vezes antes de tentar se livrar dela.” – DANVERS, Alex

O que é mais humano do que tratar os outros mal quando você está mal? Ou se isolar de todas as pessoas que você ama por estar em um momento sombrio? Ou achar que você não sente absolutamente nada, sendo que você está sentindo o mundo, mas não quer admitir?

Quanto mais Kara dizia que não era humana ou que sofrer era coisa de humano, mais ela agia como uma verdadeira humana. A maioria de nós sempre lida com algum problema se isolando do mundo, quando as pessoas querem nos ajudar por estarem preocupadas conosco, tratamos essas pessoas mal sem necessidade nenhuma e a melhor forma que encontramos para lidar com toda a bagunça que está dentro de nós é nos enterrando em trabalho – ou em qualquer outra coisa que tome bastante tempo do nosso dia para não precisarmos lidar com absolutamente nada.

É sempre bom ver o lado sombrio de um personagem. O que não é bom é ver um personagem que você ama estar sombrio por causa de um motivo besta.

Nada justifica Kara passar seis meses agindo como se o seu mundo tivesse acabado somente porque o Mon-El foi mandando para o espaço. Ela perdeu os pais, o planeta, seu pai adotivo está foragido e, até que provem o contrário, é um tremendo vilão, ela sentiu na pele o que era ter a família de volta quando esteve presa na Black Mercy, perdeu a família novamente quando Alex a tirou de lá, ela falou coisas horríveis para a Alex quando estava sob efeito da kryptonita vermelha, quase matou a Cat por causa da kryptonita vermelha também, pessoas morreram diante de seus olhos por causa do Myriad e nada disso a tornou sombria.

É triste ver que mesmo com Mon-El há milhares de anos luz longe, ele ainda é o motivo de Kara não ser ela mesma. Vimos ela se perdendo durante toda a segunda temporada por causa dele e ver a forma que ela estava tratando todo mundo, especialmente Alex, por causa de uma situação que poderia ter sido resolvida facilmente se simplesmente tivessem deixado o Príncipe de Daxam ir embora com a mãe dele continua sendo frustrante para uma série que foi vendida com o tema de poder feminino.

Apesar dos pesares, nunca é demais ver Melissa Benoist crescendo como atriz, ver o quanto sua atuação continua melhorando. Desde Bizarro vimos o quanto ela fica confortável interpretando um outro lado da Kara e, em Girl of Steel, não foi diferente. Se o intuito desse episódio era ter raiva e dó da Kara ao mesmo tempo, eles obtiveram muito sucesso, graças a atuação da Melissa. A Supergirl “sem sentimentos” dela estava no ponto certo. Trouxe até um pouco do sentimento de estar vendo a Supergirl de Smallville, pois a Kara de lá que lutava contra os bandidos daquela forma.

Embora apreciar o lado sombrio da atuação de Melissa seja bom, melhor ainda é ver Kara seguindo pelo caminho de seguir em frente, pelo menos é o que deu a entender no final do episódio. Kara sombria é sempre bem-vinda quando tem motivos relevantes. Sofrer seis meses por um namorado que nunca lhe deu o devido valor, não chega nem perto de entrar para a lista desses motivos.

Em contrata partida a todo o dilema de Kara Danvers, tivemos a introdução de Morgan Edge. Para quem não sabe, Edge é um vilão conhecido por fundar a Intergangue, um sindicato do crime onde, normalmente, eles destroem a cidade somente para lucrar com isso. E, como vimos em Girl of Steel, esse é o caminho que Morgan vai seguir, afinal, ele lançou mísseis para destruir a cidade, somente para ter o seu projeto que todos eram contra ser aceito.

Fora isso, podemos ver que ele tem uma enorme rixa com Lena Luthor e ficou subentendido o quanto ele está a manipulando para destruí-la depois. O que deixou isso em evidencia foi o fato dele anunciar a compra da Catco, somente para que Lena a comprasse, pois convenhamos, se eu quero fazer uma grande compra, eu não saio anunciando por ai, pelo contrário, eu vou lá, compro e pego todo mundo de surpresa.

Independente de quais foram as intenções de Edge, Catco está em boas mãos – mesmo essas mãos não fazendo a menor ideia de como dirigir um império midiático. Desde a temporada passada o meu desejo era para que Lena comprasse o império de Cat Grant, tendo em vista que não teríamos mais a Rainha da Mídia em tempo integral. Então, ao invés de desaparecer com a Catco que, querendo ou não, tem um valor sentimental muito grande para todos os fãs da série, nada mais justo do que colocar outra mulher poderosa para ser dona da empresa. Não tem como ser contra uma decisão dessas quando Lena vai ter, pelo menos, duas histórias para chamar de sua. Um dos maiores absurdos da segunda temporada foi usar Katie McGrath como enfeite de escritório, algo que com todos esses enredos, vai mudar drasticamente na terceira temporada, amém.

Falando em Catco… Foi interessante a forma que encontraram para trazer Cat de volta, mas não satisfatória. O cargo de Secretária de Imprensa da Presidente é realmente a cara de Cat Grant, ainda mais depois de todos os acontecimentos do final da temporada passada, entretanto é um desperdício ver Calista por segundos falando de aquecimento global ou o governo monitorando todos os cidadãos. Tinha o humor de Cat ali, mas não é o que estamos acostumados a ver. Espero que não fique somente nisso, caso contrário, era melhor que ela permanecesse somente aparecendo em quatro episódios por temporada.

E, em meio a toda essa confusão, Sanvers vão casar! Quem duvidou que Maggie não iria responder “sim” ao pedido surpresa de Alex, com toda certeza deveria assistir a toda a história dessas duas novamente. A maior surpresa foi ver que Maggie estava mais investida com os preparativos do casamento do que a própria Alex que fez o pedido. Mas, tudo isso tinha uma justificativa: Alex é a garota que sempre sonhou em ter o pai a levando para o altar. Poderia ser absurdo Alex entrar em uma crise dessas faltando pouco tempo para o casamento, começando pelo fato de Maggie nem família ter, entretanto nós sabemos o quanto Alex sempre foi ligada ao pai e Maggie sempre soube disso e não viu como a pior coisa do mundo toda a crise da noiva. Foi até bom ter uma cena dessas, para que assim fossemos presenteados com Alex chamando J’onn para levá-la ao altar em uma cena bastante emocionante.

O relacionamento de Sanvers continua sendo uma das coisas mais lindas de se assistir. Tudo elas resolvem com cinco minutos de conversa e é nítido o quanto essas duas se amam e absolutamente nada pode abalar esse relacionamento. A química que Chyler Leigh e Floriana Lima possuem continua explodindo a televisão de tão maravilhosa e forte que é. Não tem como assistir uma cena do casal trocando declarações e não suspirar. Sanvers é o casal endgame que merecemos.

Lembram do capiroto na cápsula no final da temporada que chegou na terra junto com Kara e Clark? Ela atende pelo nome de Samantha Arias, Sam (para os íntimos) ou Reign para quem gosta de uma boa e velha vilã. Ela também é conhecida como a mãe da Ruby, a menina que sai atropelando os outros no meio de um discurso da Lena.

Sabe o quanto enche o meu coração de alegria ver uma mãe descobrindo que tem poderes porque sua filha está em perigo? Isso faz um excelente paralelo com a vida real, onde as mães tiram mesmo forças da onde não tem somente para defender os seus filhos. Amor de mãe é a coisa mais poderosa que existe no mundo e, provavelmente, isso deve desencadear a Reign que tem dentro da Sam.

Quem olha para aquele rostinho, aquela simpatia de melhor mãe do mundo e diz que ela tem uma Destruidora de Mundos dentro de si? Vai ser interessantíssimo ver Sam aos poucos descobrindo que tem alguma coisa de “errada” com ela. Afinal, Girl of Steel deu a entender que durante todos esses anos ela não faz a mínima ideia dos poderes que possui. O que, eu espero, que tenha uma ótima explicação para isso porque chega a ser estranho durante todos esses anos ela não se questionar o motivo de não se machucar, pegar uma gripe ou a força excessiva nunca ter dado as caras em algum momento. Sam pode não saber da sua origem, mas como estamos familiarizados nas história dos supers, eles sempre acabam descobrindo seus poderes em pequenas coisas.

Sam pode ter aparecido por poucos minutos, mas Odette Annable já mostrou para o que veio e em como foi uma excelente adição ao elenco. Para quem já acompanhou algum trabalho dela, sabe o quanto ela é uma excelente atriz e tê-la na terceira temporada como personagem regular foi a melhor coisa que Supergirl fez na vida. Logo na primeira cena com a Chyler deu para ver o quanto Odette está confortável com o papel. Mas quem não estaria? Secretamente todas as atrizes e atores querem interpretar um vilão nas séries da DC.

Agora é ficar de olho e acompanhar a jornada de Sam se tornando, ao que tudo indicada, uma das melhores vilãs já vistas bem diante dos nossos olhos.

Se no final da temporada passada eu sempre tinha um tempo para enaltecer Teri Hatcher, nessa temporada vocês terão que me aguentar enaltecendo Erica Durance.

Uma reformulação de elenco não era minha primeira opção de participação da Erica em Supergirl, meu desejo era que ela interpretasse uma vilã, mas como ser contra ela interpretar a mãe da Kara? Onde tudo indica que ela estará ligado ao plot principal entre Kara e Sam? Ter minha outra Lois Lane voltando para uma série de heróis da DC, após o término de Smallville, é um grande presente, então não serei ingrata a isso. Única coisa que eu desejo é que aproveitem o máximo da Erica e incluam Alura decentemente na história. Supergirl só tem a ganhar com essa adição da Erica no elenco.

Girl of Steel não foi o melhor retorno do mundo, entretanto apresentou todos os plots de maneira direta, deu espaço para todos os personagens e, o melhor ainda, provou que a série funciona mil vezes melhor sem o Mon-El e que se ele continuar perdido no espaço, não vai fazer falta nenhuma.

Bruna Cezario Socia do Twitter, Lois Lane brasileira, super-heroína de dia, aprendiz de Shonda Rhimes a noite, rainha dos spoilers, rainha das séries, filha da Cat Grant, Arizona Robbins Defense Squad e farofeira nas horas vagas.

Comment(1)

  1. Perfeito. Infelizmente vamos ter que aguentar Mon -El porque a CW não sabe ficar sem forçar mimimi de casal (ainda mais casal desnecessário), mas é aquele ditado rs

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