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O jogo de erros e acertos da segunda temporada de Stranger Things

O jogo de erros e acertos da segunda temporada de Stranger Things

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Tão logo foi anunciada a volta de Stranger Things, começaram as especulações na internet. Após muita ansiedade, o público pôde assistir a continuação dessa aventura deliciosa. Mas desta vez, nem o elenco mais fofo do mundo das séries conseguiu disfarçar alguns deslizes que, infelizmente, ficaram mais evidentes nesta temporada.

Um dos acertos da primeira temporada foi a aposta em uma trama muito bem amarrada. Tudo girava em torno do sumiço de Will. As poucas subtramas faziam ligação direta com a história principal. Nesta segunda fase, os irmãos Duffer optaram por abrir o leque, em tramas que nem sempre se conectavam. Além da luta contra os seres do mundo invertido, teve a jornada de Eleven, a chegada de Max, Nancy e Jonathan buscando justiça para Barb, o pet de Dustin, o novo namorado de Joyce… É notável a falta de unidade na estrutura do roteiro, o que fez com que o ritmo da série fosse sacrificado em diversos momentos.

Com a proliferação de subtramas aleatórias, tivemos a entrada de alguns personagens que pouco contribuíram para o enredo principal. A família de Lucas, a mãe de Dustin, e até a adorável Max tiveram uma influência mínima na narrativa em geral. Não concorda? Então se pergunte o seguinte. O final mudaria, caso alguns dos personagens citados não estivesse presente? Vale ressaltar que não estamos falando do adorável Bob. Essa sim, uma participação que valeu à pena, não só pela contribuição para a trama, mas também pela atuação apaixonante de Sean Astin.

Outro ponto contra a segunda temporada é a narrativa previsível. Em diversos momentos, é possível prever até mesmo a fala dos personagens. Como Stranger Things é uma série que sempre focou muito mais na aventura que na profundidade de seus personagens, fica muito fácil identificar cada comportamento. Will é o garoto ingênuo, que vai sempre aceitar um conselho errado e se meter em confusão. Mike é um líder nato, pronto para assumir as rédeas da equipe quando necessário. Eleven tem problemas para se comunicar, por isso sempre resolve tudo usando seus poderes. Esta característica não tira a originalidade da história, mas compromete, porque deixa tudo um pouco mais clichê.

Porém, nem tudo foi erro. A série também teve acertos. A começar pelas novas duplas que se formaram. Unir Eleven e Hooper, por exemplo, foi um tiro certeiro. A relação entre eles foi muito bem explorada, e humanizou os dois personagens. Pela primeira vez, enxergamos Eleven mais como uma adolescente normal, e menos como um experimento científico. E Hooper mostrou uma fragilidade paterna que aqueceu os corações dos fãs. Outra dupla inusitada e igualmente maravilhosa foi Dustin e Steve. Os dois protagonizaram momentos engraçados e cheios de leveza, mesmo caçando demogorgons. A dica do laquê, inclusive, ficará para a história. Mike e Will também renderam ótimos momentos, já que na primeira temporada, pouco pode se ver da cumplicidade entre eles.

De resto, vale ressaltar as ótimas atuações do elenco infantil. Destaque para Millie Bobby Brown e Noah Schnapp, que interpretam Eleven e Will, respectivamente. Os dois foram exigidos dramaticamente, em cenas bem pesadas, e não decepcionaram. Os efeitos especiais também foram fundamentais para criar toda a atmosfera “Stranger Things” e fazer mais palpável o universo da série.

Entre erros e acertos, Stranger Things continua como uma boa opção para quem procura por histórias de aventura e fantasia. A terceira temporada já está sendo escrita, e tudo indica que em um ano, a gente reveja os adoráveis moradores de Hawkins.

Bianca Lanzelotti Meu pai e minha mãe me deram muito amor, mas quem me criou mesmo foram Brandon e Brenda. Com uma ajuda da Buffy e do Dean Cain.

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