Esse episódio, contrastando com o anterior, não teve nenhuma morte. Um dos aspectos do terror que eu tinha mencionado na resenha anterior, o gore, não se fez presente dessa vez. E, francamente, a série é tão boa que eu nem senti falta, só percebi que ninguém morreu ao sentar para escrever. Com um roteiro que te prende, mesmo sem usar o artifício do choque, não é uma surpresa que Siren esteja fazendo um sucesso tão grande logo no começo.

E se o primeiro episódio despertou dúvidas, no segundo episódio, algumas delas foram respondidas. Pudemos confirmar o objetivo de Ryn: encontrar a outra sereia, sua irmã. E também confirmamos que Chris está sendo mantido pelos militares, o que pelo jeito das coisas não vai durar muito. Pelos glances do personagem, Chris não parece alguém que vai ficar esperando ser salvo.

Outro personagem que pudemos observar mais foi o cientista que está fazendo os testas na outra sereia. E, para a surpresa de ninguém, a sereia já começou a usar seus poderes para atrair o cientista para ela. Talvez ele esteja até começando a se sentir culpado, a certeza é que ele está interessado nela.

 

O delegado está chegando um pouco perto demais de descobrir a verdade sobre o cara que a Ryn matou. Por sorte, agora também temos Maddie pra ajudar a proteger Ryn. E embora no começo eu tenha achado que Maddie seria um obstáculo nesse problema, por ver a sereia como uma ameaça para seus animais e para seu namorado, vejo que eu julguei a personagem rápido demais. Na verdade, pra mim quem parece que vai ser o obstáculo é o amigo de Xander, que parece querer problematizar tudo que Ben toca.

Um aspecto legal que vemos nesse episódio é Maddie falar que há algo em Ryn que faz ela se sentir atraída, tipo uma presa; que é disso que vem o nome do episódio. Em todas as histórias anteriores que li sobre sereias colocavam elas como mulheres-peixes que odiavam e massacravam homens. Uma visão machista que coloca mulheres como monstros e os homens como inocentes que são atacados sem motivo. A série desconstrói ao, primeiro, colocar essa atração para ser sentida por ambos os sexos, afinal, na natureza os predadores não ligam para o sexo da presa; e segundo, coloca os seres humanos como os monstros. Se a irmã dela não tivesse sido capturada, nenhuma das mortes até agora teria acontecido.