series protagonismo feminino 2017

2017 foi um ano e tanto para as pessoas que acompanham séries! Com estreias aclamadíssimas como The Handmaid’s Tale, pelo serviço de streaming Hulu, ou a minissérie Big Little Lies, da HBO, o ano mostrou que a representatividade feminina nas telinhas veio para ficar. Que bom!

Com o intuito de ter representatividades diferentes, escolhemos, na medida do possível, narrativas que contemplem as diversidades das mulheres, portanto, temos ricas, pobres, latinas, negras e brancas, em relação monogâmica ou poliamorosa, séries com foco em criança, em família, dos gêneros dramas, suspense, humor…

O resultado? Uma lista com 10 séries lançadas neste ano com protagonismo feminino. Na lista tem série de canais de streaming como Netflix e Hulu e canais de televisão como HBO e CW.

Confira:

Ela Quer Tudo

Lançada aos 45 do segundo tempo pela Netflix, Ela Quer Tudo entra com louvor na nossa lista de séries com representatividade feminina lançadas em 2017. A série segue a vida de Nola Darling, que é uma jovem mulher negra que divide seu tempo entre seu trabalho, seus amigos e seus amores. A série é uma versão em 10 episódios do filme homônimo de Spike Lee lançado em 1986 e não deixa a desejar quando o assunto é empoderamento feminino, relacionamento poliamoroso e questões relacionadas à negritude. Vale demais a pena começar a maratona antes do ano acabar. Corre!

 

One Day at a time

Em janeiro deste ano a Netflix lançou a primeira temporada de One Day at a Time. Uma sitcom que é uma versão moderna de uma série homônima dos anos 70. A série original já era conhecida por ser progressista e feminista para o seu tempo. À época, sua protagonista foi uma das primeiras mães solo da televisão americana. Para continuar os ideais da original e se manter com a evolução do que a “família tradicional” significa, a versão de 2017 é estrelada por uma mãe solo e sua família de origem cubana. Confira o nosso texto sobre a série!

 

Las Chicas Del Cable

Em abril a Netflix lançou Las Chicas Del Cable, um drama com oito episódios que, com certeza, valem uma maratona. A produção é uma parceria da Netflix com sua base na Espanha  e trabalhou em sua primeira temporada temas como a luta das mulheres por liberdade, sororidade e a força da comunhão feminina, tudo isso com fotografia, ambientação, roteiro, detalhes de diálogo e trilha sonora da melhor qualidade. Veja o que achamos da série neste texto!

 

Anne With an E

Baseada no romance Anne of Green Gables da escritora Lucy Maud Montgomery, a série acompanha Anne Shirley (Amybeth McNulty), uma jovem órfã do final do século XIX, que teve uma infância abusiva entre orfanatos e casas de estranhos. É quando a garota é enviada (por engano) para casa dos irmãos Marilla (Geraldine James) e Matthew Cuthbert (R.H. Thomson) – em pouco tempo, a menina conquista todos com seu carisma, inteligência e imaginação brilhante. A história é emocionante e já avisamos logo: é bom deixar uma caixa de lencinhos do lado quando for assistir, viu? Dá uma olhada no que falamos sobre a série neste link.

 

Cara Gente Branca

Cara Gente Branca (Dear White People) é uma série original Netflix Inspirada em filme homônimo lançado em 2014, sobre um grupo de estudantes negros, principalmente sua protagonista, Samantha White, enfrentando o racismo estrutural de uma universidade americana elitista, ou seja: majoritariamente frequentada por pessoas brancas. Em seus dez episódios, o show retrata a conjuntura racista em que vivemos e evidencia esse fato mediante o uso da representação tanto de micro quanto de macroagressões. Confira 10 temas importantes abordados pela série aqui!

 

Big Little Lies

Big Little Lies é uma minissérie produzida pela HBO e estreada em fevereiro de 2017 que conta com um elenco de dar inveja a muita obra consagrada: Nicole Kidman, Reese Witherspoon, Laura Dern, Shailene Woodley e Zoë Kravitz. Baseada no livro escrito por Liane Moriarty, “Pequenas Grande Mentiras”, a narrativa gira em torno da investigação de uma morte. O que há de novo nisso? O fato de não sabermos nem quem matou, nem quem morreu. A história é primordialmente focada na vida de três mães que se aproximam quando seus filhos passam a estudar juntos no colégio. Até então, elas levam vidas aparentemente perfeitas, mas os acontecimentos que se desenrolam levam as três a extremos que conectam suas vidas de uma maneira inesperada. Veja o que achamos da série aqui.

 

Dinastia

Dinastia, uma produção da CW distribuída no Brasil pela Netflix que ganhou o título de ser uma mistura de Gossip Girl, The O.C. e Revenge. De acordo com análise feita pelo portal M de Mulher, a série trata-se de uma “trama cheia de ~problemas de gente rica~, intrigas sem fim, vingança, badalação e luxúria, com direito a um quê de mistério”. É verdade que a fórmula da série já foi usada à exaustão em outros shows, mas essa obra tem algo diferente: é uma narrativa sobre gente rica que não conta apenas com personagens brancos. A série vale a pena pela representatividade negra (que está longe de ser ideal, mas comparada às séries com as quais ela é comparada é um avanço) e conta com personagens femininas interessantes, ainda que, em alguns momentos, reforçe alguns padrões femininos que precisamos muito desconstruir. Falamos um pouco sobre a série neste texto.

 

Girlboss

Girlboss, série original Netflix,  é sobre Sophia: é uma jovem de 23 anos que se nega a receber a ajuda financeira do pai. O ano é 2006, quando ainda engatinhávamos no conceito de redes sociais e vendas pela internet. Ela é demitida de todos os empregos pelos quais passa, seja por insubordinação, desobediência ou deboche, e, então começa seu projeto de vida, a loja de vendas online no eBay. A série gerou polêmica por ser apontadas por algumas críticas como empoderadora e por outros como a demonstração de uma a personagem que não sabe ouvir ‘não’ e explode com cada um que tenta dizê-lo. Vale a pena assistir para que você tire as suas próprias conclusões! Falamos um pouco sobre essa polêmica neste texto.

 

The Handmaid’s Tale

Baseado no romance escrito por Margaret Atwood, The Handmaid’s Tale é, sem dúvida, a grande série de 2017. A prova disso é que a série venceu em cinco categorias do Emmy 2017, incluindo de melhor série dramática e foi aclamadíssima pela crítica mundial. O show se situa em um futuro próximo em que os Estados Unidos foi tomado por um regime totalitário teocrático, no processo retirando o direito das mulheres de trabalhar, possuir propriedades e até mesmo de ler. Nessa distopia acompanhamos Offred, uma mulher do pequeno grupo de mulheres nessa sociedade que ainda são férteis. Por conta da sua fertilidade, ela é obrigada a viver como uma “handmaid“, cujo único propósito é gerar filhos para o casal a quem ela foi designada. Confira a nossa análise sobre a série.

 

Glow

Já pensou que louco uma série dos anos 1980 sobre luta livre feminina? Pois é, esta é a temática de GLOW, série original Netflix. A série conta a história de uma atriz fora do mercado que decide voltar à ativa participando de um programa de televisão sobre luta livre feminina em Los Angeles. Criada por Liz Flahive, a trama se baseia em um programa de TV que realmente existiu e até foi exibido no Brasil.