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Falando de empoderamento com Samatha Jones

Falando de empoderamento com Samatha Jones

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No segundo texto sobre a personagem do mês, eu já abordei alguns motivos que tornam Samantha Jones uma mulher inspiradora. Ela pode não ter sido a primeira personagem da tv a trazer o empoderamento como pauta recorrente de sua narrativa, mas é, com certeza, uma das que mais fez isso durante todo o tempo que foi ao ar.

Antes de mais nada, Samantha fala de amor próprio. Ela vive essa luta diária para se amar mais, melhor e em primeiro lugar. Radical? Talvez. Nesse mundo em que somos ensinadas a nos doar pelo outro (filhos, família, trabalho, amigos, comunidade) e a se anular para investir ou propiciar o crescimento alheio, pensar em uma mulher que “se ama, se ama muito, se ama pra caralho! Se tem uma coisa que Samantha faz é se amar”, pode parecer irreal. Mas não deveria ser. E sem amor próprio, meus amores, de nada adianta falar sobre empoderamento, liberdade sexual, poder e liberdade de escolhas, lugar de fala e luta feminista. Tudo começa exatamente aí, no mais puro dos sentimentos: o amor!


“Eu tenho 52 e vou balançar esse vestido”

E quando se fala em Samantha, a gente lembra logo de homens, né? Muchos hombres! E ainda que em pleno 2017, muita gente relacione isso a algo negativo (mulher fácil, “rodada”, que não é pra casar), eu vejo uma coisa só: liberdade. Samantha é dona de si, do seu corpo e das suas escolhas (e não prisioneira delas). Ela sabe muito bem com quem vai, pra onde vai e porque vai. É o famoso “eu dou pra todo mundo, mas não dou pra qualquer um”. E foi assim que Samantha foi me ajudando a formar a Mariana adulta que eu gostaria de ser: livre, tentando ao máximo me desvincular de rótulos, de padrões e julgamentos a que somos impostas. É fácil? Não! A gente consegue 100% do tempo? Jamais! Mas a vida é isso mesmo: tentar, tentar, tentar.


“Eu tenho um sexy homem mais novo que gosta de transar comigo, e eu sou fabulosa”

Sam ainda lida com aquele velho (e chato!) tabu que ronda as mulheres que não querem ser mães. Ela sabe o porquê não quer um filho, sabe o que isso implica e o que implicaria tê-lo. Ela trata de escolhas, de liberdade para decidir sobre qualquer aspecto da sua vida sem que isso pareça precisar da intervenção alheia. Ela dá uma exagerada quando precisa conviver com o filho da Miranda e a filha da Charlotte (e nem sabe o que fazer!)? Dá! Mas ela precisa conviver com os olhares tortos, os julgamentos, os questionamentos de quem ela mal conhece! E quisera eu que na vida real a coisa fosse bem diferente da ficção, mas não é. Está tudo ali, páreo a páreo.

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Falou em profissionalismo, falou em Samantha (que divide essa narrativa com a Miranda). Competente, com visão, não nasceu pra depender de ninguém e corre atrás do que quer e acha que merece. Samantha mostra pra gente que tem que ir mesmo, na cara e na coragem, ainda que o mundo diga que isso não é lá grandes coisas. E é por isso também que a gente ama essa mulher!

Se você acha que esses elogios são à toa, eu digo: assista uns dois episódios que seja! Veja Samantha em ação! Seja rindo feliz com uma taça na mão em algum vernissage, aconselhando uma amiga, transando loucamente. Samantha tem mais a ensinar sobre empoderamento do que muita empoderada por aí – antes mesmo de empoderamento estar na ~múoda~!

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