Home Personagem do mês O que eu aprendi com Samantha Jones (e você também deveria!)
O que eu aprendi com Samantha Jones (e você também deveria!)

O que eu aprendi com Samantha Jones (e você também deveria!)

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Já falei aqui porque acho Samantha Jones maravilhosa, merecedora da personagem do mês, do seu, do meu coração, do título de rainha do mundo. Mas se eu não te convenci, estou aqui, humildemente, batendo em sua porta para perguntar: Já ouviu a palavra de Samantha Jones hoje? ¯\_(ツ)_/¯

A primeira coisa que Sam te ensina é a ser livre e dona de si. A saber que os outros vão falar se você fizer, ou não. Então, se satisfaça, pense em você e na sua felicidade. Os outros, bom, são os outros… Ela bate nessa tecla durante todo o seriado e nos dois filmes que lançaram depois. Você pode piscar, tentar não enxergar, se negar, relutar… Mas Samantha Jones está sempre ali pra te lembrar que você é um mulherão da porra, que deve se amar muito e não abaixar a cabeça pra ninguém. Estamos entendidas?

Mas além de ser livre, sem pudores, reacionária, que faz o que quer e com quem bem quer, a personagem se mostra uma pessoa que sabe a hora de se entregar. Que tenta, que escuta o coração e se dá a chance de ser feliz. Foi assim com Richard, por quem Samantha se apaixonou e se permitiu querer um relacionamento convencional. Mas o cara num era lá um santo e deu suas puladas de cerca. Por mais que ela quisesse acreditar nele, confiar; não estava funcionando. Foi aí que Samantha me deu uma das maiores lições de vida:

samantha richard
– Eu te amo
– Eu te amo também, Richard! Mas eu me amo mais

Se você não entendeu o que essa frase mágica, edificante e empoderada pode fazer por você, eu te ajudo: VOCÊ PODE AMAR QUALQUER PESSOA! AMA MESMO! AMA MUITO PORQUE FAZ BEM. MAS SE AME PRIMEIRO! E saiba a hora de insistir, de recuar, de desistir. Saiba até onde você, seu psicológico e seu emocional aguentam. Porque ninguém morre por não ter mais o homem X na vida. Mas a presença de um pode te matar aos pouquinhos sem você nem ver.

Mas Samatha também renasce plena das cinzas. Durante o período em que enfrenta um câncer, em que se mostra frágil e vulnerável, com medos que nem ela sabia que tinha, ela conhece alguém que vale a pena, o Smith, e se dá uma nova chance (depois de muitos percalços, verdade). Porque a vida é feita disso: fins e recomeços.


-Eu me esqueci de te dizer uma coisa ao telefone… Eu te amo!
– Você voou só pra me dizer isso?
– Você consegue pensar em uma razão melhor?
– Não, não consigo. Você significa mais pra mim do que qualquer homem que já conheci.

Mas se, assim como eu, você também assistiu aos filmes que vieram depois da série, sabe bem que, de novo, Sam precisou fazer uma reflexão sobre sua vida, suas escolhas e o que rumo que tudo tomou. E mais uma vez…


Eu te amo, mas eu me amo mais

Ah, mas essa lição é velha! Ela já ensinou no seriado!”. Não, querida, não! Aqui Samantha mostra que não é porque não se pode mais seguir junto, que o amor acabou. Pode e deve existir respeito e carinho entre duas pessoas que compartilharam tudo: cama, sentimentos, segredos. Se o seu coração aguentar, não perca esse laço. A amizade também é uma forma bonita de amar.

Além de falar de amor próprio e de liberdade, Sam ensina muito sobre aceitação. E de uma forma muito real: ou seja, à duras penas. Primeiro são os óculos, porque tá difícil ler. Depois, os pelos pubianos brancos, que ela chora, se nega a aceitar, arranca na pinça. Depois veio o cabelo raspado por causa da quimioterapia; e teve também os calores assombrosos da menopausa. Ou seja, Samantha é uma mulher de verdade, que não acha envelhecer o melhor dos mundos, mas entendeu que a outra opção é morrer! Então, vamos aceitar, amenizar o que der, cuidar do que puder e aproveitar. A vida é curta demais pra gente ficar buscando a perfeição, viver em negação com nosso próprio corpo e a alma sente. Ela somatiza tudo isso e a gente não aguenta, não.

Samantha tem muito a ensinar, desde que você esteja com a cabeça aberta para aprender. Desde que queira se desprender das amarras que nos são impostas e que a gente vai carregando na vida. Se você se permitir, Sam te livra de muitas delas. E te garante boas risadas!

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