Good Girls estreou nos Estados Unidos no dia 26 de fevereiro e era uma das estreias que estávamos esperando e já havíamos comentado no texto 10 séries que estreia em 2018 e prometem arrasar no protagonismo feminino.

A aposta é do canal NBC e quem assina a criação é Jenna Bans, que já escreveu episódios de séries consagradas como Desperate Housewives, Scandal e Grey’s Anatomy. Com cerca de 40 minutos de duração, o piloto cumpre bem o papel de apresentar a narrativa e eus personagens principais.

primeiras impressões good girls

A trama gira em torno de três mulheres que vivem em um subúrbio americano e que por conta de algumas reviravoltas da vida encontram-se financeiramente desesperadas, cada uma por um motivo específico. A ideia central da série é citada como uma brincadeira, mas em pouco tempo se arquiteta e torna-se realidade: as três decidem fazer um assalto para resolver os problemas em específico que as aflige. Acontece que, obviamente, as coisas fogem do controle (como tudo na vida, já repararam?) e o que era para ser apenas um evento isolado torna-se o ponto chave da vida das três personagens e muito pouco tempo.

O elenco dá conta do recado e é liderado por Retta (Parks and Recreation), Mae Withman (Parenthood) e Christina Hendricks (Mad Men). As três estão muito bem em suas atuações e conseguem sustentar até as situações inverossímeis que a narrativa propõe. Neste ponto, inclusive, vale a ressalta de que um cuidado maior em relação “às trapalhadas” das moças talvez deixasse a narrativa um pouco mais suave e convidativa.

Tirando este fato, porém, a série convence em sua estreia, é divertida e constrói bem sua narrativa. Com o auxílio de flashbacks, logo nos primeiros minutos o público toma ciência de eventos futuros e isso torna o ritmo do episódio bem interessante.

Dois pontos importantes que valem a pena de serem comentados (e que podem conter leves spoilers):

  1. já em seus primeiros minutos Good Girls deixa claro que vem para reforçar a voz feminina e para ampliar o discurso das mulheres, e é muito legal perceber que, no final das contas, as três personagens só estão tentando tomar conta de tudo o que lhes é designado socialmente (principalmente no que diz respeito à maternidade). É claro que o método escolhido é duvidoso e fora da lei, mas vai ser difícil alguém dizer que os motivos delas não eram justos.
  2. Que alegria perceber que a série vai abordar a questão transgênero em uma das fases mais complicadas de se ver representado na cultura pop: a infância. E o melhor de tudo: esse primeiro contato com a temática deixa transparecer que isso vai ser feito de forma honesta e delicada.

A crítica especializada deu 61% para a série no Rotten Tomatoes até o momento, já o público pareceu curtir mais com um percentual de aprovação de 82%. No IMDb a série está marcando 7.1 e no Séries Por Elas a nossa nota é: vamos continuar acompanhando com certeza!