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O que esperar da sétima (e última) temporada de Scandal

O que esperar da sétima (e última) temporada de Scandal

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Até mesmo se você não for fã, saberia que Scandal, a terceira série que Shonda Rhimes emplacou no horário nobre da televisão norte-americana, está chegando a seu fim. Depois de sete temporadas, muitos altos e baixos (a gente tenta até hoje esquecer que essa história de B613 aconteceu) e vários escândalos resolvidos, Olivia Pope e sua turma irão aposentar os terninhos.

Por mais que os corações estejam entre a dor e a euforia de se despedirem de uma produção tão querida, o bacana de tudo é que estamos passando por um processo de preparação para o fim. Surpresa para alguns, cartada dada em vários momentos da sexta temporada, podemos pelos agradecer que não vão encerrar a série da noite para o dia. Dessa forma, começaremos a sétima temporada sabendo que será a última, garantindo um outro tipo de experiência – eu, particularmente, sou super favorável ao anúncio prévio do encerramento.

Vamos então partir para o lado da expectativa e falar sobre o que pode vir nessa última temporada, relembrando alguns pontos onde paramos no ano anterior. Algo como “onde estávamos e para onde vamos?” Mas antes de continuar, eis aqui a promo da sétima temporada:

Olivia e Mellie na Casa Branca

A maior dupla política possível está ocupando a Casa Branca e elas são MULHERES. Mellie Grant e Olivia Pope estão juntas mandando em tudo o que podem, no lugar de desejo de uma vida para ambas. Daí se inferem algumas questões: Que tipo de presidenta Mellie está sendo? Que tipo de Chefe de Gabinete Olivia está sendo? Reformulando: qual está sendo e até onde está indo o controle de Olivia sobre Mellie?

Para a parte de Olivia, as apostas são altas em uma postura de tentativa de passar por cima de Mellie e, de fato, ser quem governa, lembrando que a chefe de gabinete está acumulando funções, pois virou ninguém mais, ninguém menos do que o Comando. Ou melhor, a Comando! Com a anuência de Jake, Olivia manipulou Fitz e atravessou Mellie, reabrindo o B613 e tornando-se a nova líder da organização. Primeiro de tudo, que preguiça da volta dessa trama. Seguindo, eu vou vir em defesa de Liv e dizer que acho que as coisas não estão tão sombrias quanto estão querendo que pensemos. Lembrem-se que pintaram Olivia como uma pessoa mais inescrupulosa do que seu pai ou Cyrus. Lembrem-se que ela pressionou Luna Vargas a cometer suicídio. Então, em sua defesa, suas coisas. Primeira, tenho para mim que Luna Vargas está vivíssima, ela apenas tinha que “morrer” significando “desaparecer”. Segundo, Olivia lutou a vida inteira para se redimir de seus erros e trilhar seus próprios caminhos, muito diferentes do que seu pais quer. Oras, ela é a modelo oficial do chapéu branco. É uma questão de estar enganando a nós e a todo mundo para um propósito. Quero acreditar nisso… Só que em seu caminho existe a vontade pelo poder. Aí é que mora o perigo.

Na esfera de Mellie, é bem provável que seu governo não seja nem um bocado fácil. Pensem que ela é uma mulher, ocupando a presidência dos EUA, no epicentro do patriarcado. Mellie vai ter que se revirar para ser ouvida. Energia a gente sabe que ela tem. Quem não lembra de “Baby, It’s Cold Outside” (5×09) e seu protesto no congresso que levou horas e horas a fio. Ninguém duvida de Mellie, mas a gente sabe do meio em que ela está inserida. A senhora presidente ainda vai ter que lidar com sua própria chefe de gabinete, que não é fácil. Porém algo me diz que as duas estarão em sintonia.

A OPA que agora é QPA

Uma das grandes mudanças em Scandal para a sétima temporada ficou para a família de gladiadores. No ano anterior, Liv, ao ir de mala e cuia executiva para a Casa Branca, deixou a OPA (Olivia Pope Associates) nas mãos de Quinn e deu total liberdade à pupila para gerir os negócios – só não aprovou muito a mudança na decoração… Certo é que Quinn assumiu o escritório e, mesmo tendo todo o apoio dos amigos/colegas/família, vai precisar se estabelecer, fazer sua fama e sua carreira como líder. E isso será uma grande questão, pelo menos no início da temporada, pois imagina assumir o legado da maior gerenciadora de crises da cidade. Em um sneak peek da premiere vimos os pessoal da ex-O atual QPA movendo o que pode para arranjar um caso, recorrendo até aos contatinhos de David Rosen. Daqui virá o tom cômico da trama: as pessoas estão achando que a QPA é uma agência de babás.

 

Os desempregados

Onde andará Dulce Veiga? Não. Pera. Onde andará Fitzgerald Grand III. No fim da última temporada tivemos aquela despedida à la Casablanca e até quem não é Olitz (euzinha, por exemplo) se acabou com o último beijo do casal que se aproveitou de cada canto da Casa Branca durante os anos de governo do presidente playboy. Dali, Fitz partiu para Vermont para tocar a sua fundação. Mas é pouco provável que, vaidoso que é, permaneça  muito longe dos holofotes políticos. 

O outro desempregado da vez é Cyrus. Aliás, a gente não sabe bem se é Cy estará à toa ou não. Refrescando nossa memória, na última season finale, ele e Olivia protagonizaram aquela cena babadeira na escadaria do Memorial Lincoln, quando a grande artimanha da temporada foi toda revelada e os dois ficaram ali trocando figurinhas sobre cargos e poder. A Cy foi oferecida a vice-presidência. Será que a cobra-mor topou?

 

Alguns palpites (e desejos) sobre o destino final dos personagens

Olivia: A maior curiosidade de todas é, claro, sobre o desfecho a Mother Fixer. O que acontecerá com Olivia ao final da série? O destino lhe reserva uma casa em Vermont ao lado de Fitz? Ou uma vida mansa debaixo do sol e praia ao lado de Jake? Ou uma vida do jeito que Papa Pope quer? Ou uma vida em que ela solte de vez todas as amarras desses homens e vá viver o que quiser? Apesar de preferir esta última opção, esse “o que quiser” de Olivia significa ter poder e, por conta disso, tenho mim que o destino da gladiadora-mãe será algo localizado a mais ou menos sete palmos do chão ou espalhado pelo jardim da Casa Branca. Se acham que estou viajando na maionese, voltem no cartaz da temporada, analisem-o e voltem aqui para conversamos.

Mellie: quero Melody Margaret Grant dona do mundo e de todas as galáxias possíveis! #VoteemMellie

Fitz: alguém dúvida que Fitz vai continuar sendo o (ex-) político playboy que sempre foi?

Jake: alguém duvida que Jake vai continuar sendo o cachorrinho de Oliva, haja o que houver?

Abby: quero Abby dona e proprietária de algum escritório muito incrível ou ao lado de Quinn tocando a OPA, isso porque cansei de ver Abby na sombra dos outros. Ah, e se ela e David reatarem não vou achar ruim.

Cyrus: espero algum tipo de redenção, seja ela qual for, para Cyrus por motivos de “ele é um personagem incrível!” e eu quero Cyrus Beene comandando algo, por favor. Se a conquista não for o caminho, que Cyrus pire, surte ou qualquer coisa do tipo que o faça perder o tino e vagar por Washington D.C. vivendo de um passado que não existe mais.

Papa  Pope: estava bom desse senhor desaparecer para o todo e sempre. Obrigada. De nada.

Quinn: espera-se que Quinn tenha o bebê e que consiga se estabelecer como a nova grande gerenciadora de crises de Washington D.C. 

Huck: a gente quer muito que Huck seja feliz e fique bem porque ô pessoa sofrida. Mas Huck precisa ter alguém por perto para lhe dar segurança, com a desculpa de que é ele quem está defendendo a tal. Então, se a morte de Olivia acontecer, Quinn será a nova mãe-gladiadora do pedaço e ela e Huck manterão a dinâmica de protetora/protegida que vêm mantendo ao longo dos anos.

Marcus:  só eu desejo que esta alma se salve e vá para bem longe de Washington D.C.?

Charlie: muito provável que vá viver a vida com Quinn e o bebê e isso basta para quem chegou no rolê não faz muito, nem acrescenta nada.

David: esse aqui pode ser o que quiser, sem muitas expectativas, ou quem sabe continuar como Procurador Geral da República porque faz um bom serviço tentando convencer as pessoas a usarem chapéu branco, e se ele e Abby reatarem não vou achar ruim.

Como eu não sou Shonda Rhimes e não sei de nada, a única coisa que garanto é que já estou com saudades do andar mais poderoso de Washington D.C. da televisão!

Melina Galante Produtora e realizadora audiovisual em processo acadêmico. Viciada em redes sociais e numa boa polêmica. Assiste a séries desde antes de se dar conta de que era gente, mas só há alguns anos percebeu que sua extensa grade é dominada por protagonismo feminino.

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