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As mulheres empoderadas de Game Of Thrones

As mulheres empoderadas de Game Of Thrones

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Hoje foi ao ar a season finale da sexta temporada de Game Of Thrones, para nossa tristeza. Então, em clima de despedida, nós do Séries por Elas, fizemos uma lista com 6 mulheres empoderadas de GoT.

Já que é pra tombar, vamos começar com Daenerys Targaryan, Rainha dos Ândalos dos Rhoinares e dos Primeiros Homens, Senhora dos Sete Reinos, Khaleesi, Destruidora de Correntes, Rainha de Meereen, Princesa de Pedra do Dragão… UFA!  

daenarys

Ver uma mulher independente em uma posição de liderança na série mais famosa do mundo é representatividade. A Mãe dos Dragões é uma mulher inteligente, determinada, fiel, destemida, forte e guerreira. Apesar da sua inteligência e sagacidade ser questionada a todo momento por homens durante a série, nada impede nossa rainha de ser empoderada. É justamente isso, ela não abaixa a cabeça para homens que querem dominá-la. E não pense que ela apenas dá ordens, no último episódio, Khaleesi mostrou que também sabe lutar. Precisamos de mais personagens femininos como Daenarys Targaryan.

cersei

Cersei Lannister é uma vilã cruel, impiedosa, ambiciosa e violenta. Porém, não podemos negar que ela é uma mulher forte, poderosa, decidida e uma mãe impecável. Cersei sempre foi apaixonada pelos filhos e seria capaz de qualquer coisa por eles. Cersei não tolera homens que a confrontam. Na sexta temporada, após a Caminhada da Vergonha, na qual teve andar nua e sendo humilhada até chegar ao seu castelo em King’s Landing, Cersei se mostrou uma mulher mais cautelosa, porém, com sede de vingança. O interessante da personagem é que mesmo sendo uma mulher cruel, ela é simplesmente foda.

brienne

Brienne Of Tarth é uma guerreira. Literalmente. Ela foge do esteriótipo “recatada e do lar” e não faz nenhum pouco o estilo donzela. Brienne gosta mesmo é de batalhas, de lutar. Ela ocupa um lugar que é prioritariamente masculino e isso causa incômodo para os homens da série, ainda mais quando eles têm que admitir que ela é infinitamente superior a eles. E mulheres podem sim, exercer funções que um homem faria. Esse é um exemplo de luta por igualdade de gêneros. Por mais Briennes no mundo!

ayra

Arya Stark entrou nas nossas vidas ainda criança e desde então nos conquista a cada temporada. Na infância, se vestia com roupas masculinas e sua diversão era “brincar” de luta com seus irmãos, porém, por ser mulher, muitas vezes era deixada de lado e expulsa das brincadeiras. É aquilo que a sociedade tenta impor: meninas tem que brincar de boneca, gostar de rosa, se vestir e comportar como “uma menina”. Arya vem para desconstruir esse esteriótipo e mostrar que vai ter menina que luta e menina que se veste como quiser. Fora que nem precisamos comentar como ela está perfeita na série em busca de vingança e tentando honrar a família Stark.

yara

Yara Greyjoy, a única mulher da família #Gayjoy, foi confirmada lésbica no episódio intitulado “The Broken Man” dessa última temporada. E sim, ela é a primeira lésbica de Game Of Thrones. É verdade que existem mais personagens LGBT na trama, mas até então nenhuma era lésbica. Qual é o grau de importância disso? Um milhão elevada a décima potência. Mostrar personagens lésbicos é dar visibilidade para causa LGBT. E o seriado mostra uma mulher guerreira, leal, forte e que luta pelo bem. Relacionar pontos positivos a sexualidade da personagem é ganhar pontos contra a intolerância. Já escrevemos aqui no Séries Por Elas sobre um possível casal: Yara e Daenerys. A gente nem sabe se realmente vai rolar, mas já estamos shippando muito #DanYara.

sansa

Vou falar dessa personagem na primeira pessoa pois é uma opinião pessoal e quis deixá-la por último por vários motivos. Sansa Stark nasceu nos padrões da nobreza: linda, cabelos longos e ruivos, recatada, delicada, romântica e todos aqueles esteriótipos que uma mulher perfeita deve ter/ser, e é claro que não concordamos com nenhuma. A julguei por isso inúmeras vezes, fazendo um infeliz trocadilho com seu nome chamando-a de Sonsa. E se você parar para pensar um pouquinho, vai perceber que fiz isso justamente pelo esteriótipo citado anteriormente. No nono episódio, quando enxerguei pela primeira vez a força de Sansa é que me dei conta disso. Ela passou por poucas e boas, sofreu calada e teve medo. Foi humilhada e estuprada pelo próprio marido. Senti penas diversas vezes, mas ainda assim não acreditava no seu potencial. Em suma, o que gostaria de dizer é que Sansa é uma personagem empoderada e esses padrões impostos pela sociedade me fizeram acreditar que ela era fraca e sem graça. Eu fico feliz em assumir isso e ver que mais uma vez eu desconstruí um pensamento machista. Sim, tem muita coisa enraizada que a gente nem percebe e colocar isso em pauta faz bem pra mim e espero que para você também, leitora eleitor. Se você pensava assim como eu, quem sabe não mude de ideia também! E vou terminar com uma frase simples e militante: a mulher pode ser o que ela quiser.

 

Isadora Nicoláo Publicitária nas horas pagas, viciadas em séries nas horas vagas. Feminista de carteirinha, esquerda desde criancinha e sempre soube que era golpe. Poderia facilmente se comunicar apenas com memes. É constantemente bombardeada pela Shonda e trouxa porque ainda não aprendeu com isso. É aquele ditado, vamos fazer o que?

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