Home Girl Power! Por trás das câmeras: mulheres são apenas 28% na indústria televisiva
Por trás das câmeras: mulheres são apenas 28% na indústria televisiva

Por trás das câmeras: mulheres são apenas 28% na indústria televisiva

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mulheres atrás das cameras

No período 2016-17, as mulheres somaram apenas 28% de todos os criadores, diretores, escritores, produtores, produtores executivos, editores e diretores de fotografia trabalhando em redes de transmissão, cabos e programas de transmissão americanos.

O fato se agrava quando analisamos que, ainda de acordo com o estudo, os seriados que contrataram mulheres são escassos:  50% dos programas empregaram 4 ou menos mulheres atrás das câmeras, enquanto apenas 6% dos programas empregavam 4 ou menos homens; 97% dos programas considerados na pesquisa não as tinham mulheres como diretoras de fotografia, 85% não as tinham como diretoras, 75% não as tinham como editoras, 74% não as tinham como criadoras, 67% não as tinham como escritoras.

Quem fornece esses dados é o estudo Women On Screen and Behind the Scenes in Television publicado anualmente pelo Center for the Study of Women in Television & Film. A pesquisa revelou ainda que em 2016-17 68% das séries de televisão considerados como tendo elencos mistos contam com mais homens do que mulheres e as personagens femininas foram detentoras de 42% das falas, o que representa um acréscimo de 3% em relação à análise do período anterior.

Ainda segundo o estudo, independentemente da plataforma, os estereótipos de gênero em programas de televisão seguem firmes, sendo as personagens femininas mais jovens do que seus pares masculinos, mais prováveis de serem identificadas por seu estado civil e menos propensas a serem vistas no ambiente de trabalho ou realmente trabalhando.

Em programas que continham pelo menos uma mulher como criadora, as mulheres totalizaram 57% das roteiristas, enquanto em programas com exclusivamente homens criadores, elas eram apenas 21% das roteiristas. Esses números são importantes quando avaliamos o cenário de forma macro pois revelam a atual situação da representação das mulheres à frente e atrás das câmeras e a necessidade da ampliação de pluralização das vozes nestes produtos se desejarmos alcançar uma representatividade de gêneros mais equânime neste território.

Sendo a maioria das séries criadas, roteirizadas e produzidas por homens, é compreensível que a representatividade feminina nas telinhas seja realizada de forma fetichizada, falha e não correspondente à realidade.

Carolina Maria Jornalista, feminista-esquerdista-bolivariana, cegamente apaixonada por alguns personagens de seriados e sonhadora convicta. Aprendeu com as séries a importância da representatividade e nunca mais quis parar de falar sobre isso.

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