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Jane the Virgin: a reinvenção das telenovelas

Jane the Virgin: a reinvenção das telenovelas

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Inspirada em uma telenovela venezuelana de mesmo nome, Jane the Virgin é uma comédia exibida pelo canal americano CW. Criada por Jennie Snyde, a série conta a história de Jane Gloriana Villanueva (Gina Rodriguez), uma jovem virgem que foi inseminada acidentalmente. Aclamada pela crítica e querida pelo público, ela se destaca pela representação latina e o protagonismo feminino.

Ainda criança, Jane aprendeu com sua avó, uma católica fervorosa, que depois de perder a virgindade, não há volta. Filha de mãe solteira e sem contato com o pai, a menina então decide manter-se virgem até o casamento.

Aos 23 anos, Jane é uma mulher independente e autônoma. Tendo que conciliar faculdade e trabalho, ela sempre mantém o bom humor diante da rotina cansativa. Vivendo uma vida tranquila em Miami com sua avó Alba (Ivonne Coll) e sua mãe Xiomara (Andrea Navedo), ela planeja ser uma escritora de sucesso e casar com seu namorado Michael (Brett Dier).

Tudo parecia seguir conforme o planejado. Contudo, por causa de um erro médico, Jane acaba sendo inseminada acidentalmente e engravidando. O pai da criança é Rafael Solano (Justin Baldoni), dono do hotel onde a jovem trabalha e antiga paixão. Por causa de um câncer, ele e a sua esposa Petra (Yael Grobglas) decidiram conservar algumas amostras antes do tratamento, sendo a última utilizada em Jane.

Diante dessa situação, a protagonista se encontra indecisa: interromper a gravidez e seguir seus planos ou possibilitar ao casal ter um filho?

A trama central, focada nas mulheres Villanueva, se assemelha bastante ao que vemos nas telenovelas latinas e isso é proposital. Com direito a um narrador de voz emblemática, a série utiliza-se bastante do gênero para incorporar romance, humor e drama em sua narrativa. E, dessa forma, trazer novas perspectivas sem ser cansativo.

Ao longo das temporadas, vamos acompanhando os dilemas dos personagens e nos solidarizando com eles. Diferente de outras produções, o crescimento é notável. Além de Jane, todos os outros personagens vão amadurecendo, quebrando estereótipos e a dualidade vilão/mocinho.

O protagonismo feminino está presente em todos os momentos. As complexidades e motivações de cada personagem são muito bem desenvolvidas e críveis. Tanto das mocinhas quanto das vilãs. Mesmo sendo de gerações diferentes, elas lidam com questões semelhantes de formas distintas, mas sempre acabam se apoiando.

Outro destaque do roteiro é a sensibilidade em tratar assuntos sérios como imigração, aborto, sexualidade e maternidade. A série consegue tratar essas questões de forma verossímil e despretensiosa como, por exemplo, a ilegalidade de Alba e a política de imigração no país.

Quanto a representação, o elenco é bastante diverso. Além do trio principal representando a comunidade latina, temos Rogelio, pai de Jane. Interpretado por Jaime Camil, é um dos personagens mais queridos do público. Também temos personagens negros e LGBT em destaque.

Apesar de parecer uma série comum, Jane the Virgin destaca-se pela despretensão do roteiro aliado ao bom humor. Além de ser muito divertida, também traz reflexões importantes. Por isso é uma das melhores comédias atuais. Vencedora de algumas premiações no gênero, rendeu à Gina Rodriguez o Globo de Ouro por sua atuação.

A primeira temporada está disponível na Netflix. Vale a pena conferir!

 

Fernanda Furtado Engenheira, nerd, viciada em séries e ainda procurando o sentido da vida, universo e tudo mais. Looking for a mind at work.

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