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Insecure e o protagonismo negro na TV

Insecure e o protagonismo negro na TV

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Insecure foi uma das melhores descobertas do ano pra mim – mesmo que a série seja de 2016 (eu sou atrasadinha mesmo… rsrs). Tudo porque a gente é um pouquinho Issa também. Quem não tem uma relação complicada com o cara, dúvidas sobre a carreira, uma amiga bem sucedida, mas tão desajustada emocionalmente quanto você, um ex que vive bagunçando sua cabeça? Pois é!

A série, criada por Larry Wilmore e pela própria Issa Rae, que dá vida à protagonista Issa, retrata o cotidiano de duas amigas (Issa e Molly) que se conheceram na faculdade e, apesar de terem traçado caminhos completamente diferentes na vida, levam essa amizade adiante e de forma muito honesta e verossímil (ou seja, com brigas, desentendimentos, reconciliações…).  Enquanto uma está em dúvida sobre o seu relacionamento de cinco anos, a outra continua na eterna busca por um companheiro. E na tentativa de se descobrirem e descobrirem o que é melhor para cada uma, elas se metem em confusão, se estranham, se reconhecem nos erros e acertos uma da outra, sem amparam… A série fala de Issa e Molly, mas poderia ser sobre você e sua melhor amiga (o).

A série é basicamente uma comédia com pitadas de drama (da vida real haha). Você ri das trapalhadas, entende (e se reconhece) nas escorregadas, puxa a orelha mentalmente, dá esporro nas personagens, se identifica, palpita (mesmo não interferindo em nada na história). Em momento algum ela cai no estereótipo, no exagero ou no pastelão. La não tem mocinho e vilão, nem mulher querendo ser salva. É uma série leve e bem realista como há muito eu não via na TV.

O protagonismo negro tem vez

Outro ponto muito importante são os protagonistas, pois basicamente todo o elenco da série é formado por negros. Além de dar voz e vez, ela levanta a bandeira da representatividade e do quão importante é retratar a cultura negra na TV fugindo dos estereótipos. Ali temos advogada, assistente social, desenvolvedor, rapper, dondoca, ator… É Insecure mostrando que os negros podem (e devem) ocupar todos os espaços e não só aqueles que lhes são “destinados”. É uma série de TV empoderando um público tão acostumado a se ver estereotipado, ou com o “ser negro” influenciando diretamente a história do personagem por discriminação ou por superação.

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A série também mostra de forma sutil que ser negro não é fácil – nem aqui e nem nos Estados Unidos. Apesar de não ser o foco da série, ela retrata as situações às quais a população negra está exposta simplesmente por ser negra. É o preconceito disfarçado de quem não acredita que uma vizinhança tão rica pode ser composta por negros, por exemplo.

Por falar em cultura negra, esse é outro ponto que a série trabalha bastante, principalmente a questão musical. A trilha da série é incrível e você provavelmente já ouviu uma música ou outra por aí… Já tratamos da trilha neste post e quem gosta de hip hop e rap, não pode deixar de ouvir! É o negro cantando o negro e reafirmando o orgulho do que sua cultura produz e propaga.

Insecure se passa em Los Angeles, mas foge dos lugares comuns que estamos acostumadas a ver quando a cidade é retratada na televisão, ou no cinema. Nada de Hollywood, ou se corpos sarados em Santa Mônica. Não é o foco. A ideia da série é retratar a Los Angeles que quem vive ali e não está em busca do sonho americano. É falar de quem vive longe e precisa dirigir bastante para chegar ao trabalho, que mora lá, mas não se reconhece no glamour pelo qual a cidade é conhecida.

Insecure merece uma chance e quando você menos esperar, já entrou para a sua listinha de preferidos. Confia! rs Agora corre para maratonar a primeira temporada, porque a segunda começou dia 23 de julho. Depois você volta aqui e me conta o que achou!

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