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Por que é tão importante saber da sexualidade de Harry Styles?

Por que é tão importante saber da sexualidade de Harry Styles?

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No dia 17 de maio é celebrado o Dia Internacional contra a Homofobia/LGBTfobia. A data marca o momento em que a Organização Mundial de Saúde (OMS) retirou a homossexualidade da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados, em 1990. Mesmo isso tendo acontecido há quase 30 anos, os crimes de ódio cometidos contra homossexuais, a invisibilidade na sociedade, a morte precoce e a falta de acesso muitas vezes às necessidades básicas ainda são uma realidade para essa parcela da população. Para celebrar esta importantíssima data, o Séries Por Elas, preparou uma série de textos abordando a temática sob diferentes óticas.

Recentemente, o cantor Harry Styles, aquele que era da One Direction, concedeu uma entrevista ao jornal britânico The Sun e acabou sendo questionado sobre sua sexualidade. E não é a primeira vez que isso acontece. Inclusive, quando ainda estava na boyband, muitas pessoas cogitaram que Harry fosse gay e que vivia um romance secreto com outro integrante da banda, Louis Tomlinson.

Na entrevista em questão, o repórter introduziu o tema falando sobre a sexualidade no mundo pop e citando o caso de Miley Cyrus, que se declarou pansexual. Em seguida, ele pergunta se Harry não havia pessoalmente rotulado sua sexualidade – o que pra mim foi um eufemismo para perguntar se ele é gay. E é aí que o cantor verbaliza uma frase que faz sentido para muitas pessoas atualmente:

Não, eu nunca senti essa necessidade realmente“.

Essa notícia apareceu pra mim de repente, enquanto olhava a linha do tempo do meu Instagram. E fiquei me perguntando por que diabos é tão importante saber a sexualidade de Harry Styles? Eu não conheço muito sobre o cantor, tampouco sobre a trajetória da sua antiga banda. E é aí que tá. Ele não é de fato o foco desse meu texto. O foco é: todo mundo precisa rotular sua sexualidade de alguma maneira? E, se o fizer, tem que falar sobre isso? Se a entrevista era sobre seu novo disco, por que a sexualidade é uma questão? São temas importantes que Harry, sem querer, me trouxe.

É claro que é preciso destacar a importância de pessoas públicas e celebridades que levantam bandeiras e falam abertamente sobre suas sexualidades. É a tal da representatividade que a gente tanto fala. Quando uma pessoa tão respeitada profissionalmente como, por exemplo, Rebecca Sugar, criadora da animação Steven Universe, se assume bissexual, isso impacta em mim e em como eu me vejo e em como eu quero que as pessoas me vejam. Keiynan Lonsdale, o Kid Flash da série The Flash, assumiu há poucos dias publicamente sua bissexualidade em um post emocionante no Instagram. E foi lindo! Eu me vi 100% contemplada na fala dele. Representatividade gera aceitação.

Ainda assim, assumir ou rotular sua sexualidade não deve ser uma obrigação, resposta a uma pressão midiática, familiar ou social. Quando feito, a partir de um processo muito particular, é lindo. Mas considero importante também que pessoas famosas como Harry Styles afirmem por aí: “ei, tudo bem não rotular sua sexualidade“. Isso também gera aceitação.

Definitivamente, Harry não está sozinho nessa.

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Isabella Mariano Jornalista, poeta, feminista e completamente impulsiva. Gosta de beber cerveja, ouvir música, tatuagens e de cachorros. Atualmente, tenta lidar com o vício em Game of Thrones, Sense8 e Gotham da melhor forma possível. Mas é aquele ditado, vamos fazer o quê?

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