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As 13 mortes mais impressionantes de Hannibal

As 13 mortes mais impressionantes de Hannibal

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Cancelada em sua terceira temporada em 2015, Hannibal é uma série de horror aclamada pela crítica por, entre muitas outras qualidades, sua habilidade de transformar o horror em arte. Entre uma primeira temporada com um quê de procedural, com direito a assassino da semana e tudo, e as outras duas que a seguiram, houve muito espaço para assassinatos serem transformados em obras de arte. Pode parecer meio mórbido achar uma morte bonita, mas com toda a exploração psicológica que essa complexa e profunda série fazia, tornar a morte algo bonito, ao mesmo tempo que extremamente destrutivo, era mais uma forma de desafiar e encantar o espectador.

Então, para aproveitar essa sexta-feira 13, recontamos as 13 mortes mais interessantes e ou mais bonitas da série.

13 – Imitando o Picanço de Minnesota

Nada mais justo do que começar logo com o primeiro grande ato da série. Logo no primeiro episódio da primeira temporada, Apéritif, Hannibal recria uma versão do tipo de assassinato do criminoso que está sendo investigado, conhecido como o Picanço de Minnesota, que mais tarde descobrimos que é Garrett Jacob Hobbs. O assassinato é o jeitinho do Hannibal ajudar Will a entender o verdadeiro assassino, para assim capturá-lo. Uma imagem forte. Essa morte fica marcada tanto no espectador quanto no próprio protagonista, Will Graham, e a junção da mulher presa nos chifres do cervo sendo comida por corvos é o que vai se transformar no marcante cervo dos pesadelos. Uma espécie de cervo negro com penas de corvo que se torna um símbolo da marca que Hannibal deixa em Will e é uma presença constante na série.

12 – A gravata colombiana

A gravata colombiana é uma espécie de mito. Reza a lenda que o chefe do tráfico Pablo Escobar, a utilizava como um método de execução para mandar uma mensagem aos seus inimigos. Como a imagem já demonstra, a técnica consiste em cortar a garganta e puxar a língua pro lado de fora através do orifício formado. No 11º episódio da primeira temporada, intitulado Rôti, foi a vez do Dr. Abel Gideon utilizar esse método de execução em um dos psiquiatras que traçou seu perfil criminoso, como uma forma de se vingar e ao mesmo tempo chamar atenção do Estripador de Chesapeake.

11 – O sorriso de Glasgow

Esse episódio é um dos meus favoritos tanto da primeira temporada quanto da série toda, Buffet Froid. Nele, Will encontra uma mulher chamada Georgia Madchen, uma mulher que sofria de uma doença mental que a impedia de reconhecer rostos e por conta disso acabou matando sua melhor amiga dessa forma horrorosa. Mas a imagem aí é da versão de Hannibal do assassinato, que ele pratica em um antigo amigo, Dr. Sutcliffe, e tenta incriminar Georgia utilizando seu “método de assassinato”. Aliás, é nesse momento que vemos Hannibal usar a famosa murder suit, a roupa de plástico que ele usa por cima dos seus ternos chiquérrimos para matar as pessoas sem se sujar.

10 – O coração de origami

Um dos mais insanos da série! Esse coração de origami feito de gente é uma espécie de carta de amor do Hannibal para o Will, no segundo episódio da terceira temporada, Primavera. Como se não bastasse a loucura que é uma pessoa ter sido toda dobrada e retorcida pra virar um coração gigante, ele ainda vem acompanhado de um dos momentos visuais mais enervantes e bizarros de Hannibal. O coração se desdobra até se transformar em uma mistura de gente e cervo gigante que parece vir andando na nossa direção pronto pra nos pegar, é difícil descrever as emoções que essa cena passa além do: ai meu deus que bizarro!

9 – Beverly fatiada

Esse é um especialmente pesado, já que não é uma pessoa qualquer morta em exposição, mas sim uma personagem querida por muitos e por quem passamos muito tempo torcendo. Infelizmente, Beverly não ouviu Will quando ele disse a ela para ficar longe de Hannibal. Na sede pela descoberta de quem Hannibal verdadeiramente era, ela acaba morta. Vamos ignorar a logística de como da noite para o dia Hannibal drenou todo o sangue de um corpo, o serrou em vários pedaços, distribuiu os pedaços em placas de vidro e os expôs.

Tudo isso sozinho e sem nenhuma testemunha (Hannibal não tem vizinhos, estou convencida). Apesar de não ter muita lógica, é incrivelmente efetivo. Você nem pensa na loucura disso ter aparecido no dia seguinte, porque assim como Jack, que é quem encontra o corpo, você só consegue pensar no seu coração partido e sentir o soco no estômago que é ver Beverly morta e exposta dessa forma.

8 – O totem humano

Mais um pouco de suspensão de descrença. Afinal, como um homem velho e doente constrói um totem desse sozinho? Apesar desses detalhes, o totem humano é talvez a obra que expressa de forma mais poética a relação da série e seus personagens com a morte. É algo que você não consegue desver, ele esfrega todos esses corpos unidos formando um monumento na sua cara. Quando o autor de todos esses assassinatos é pego e confessa tê-los exibido de propósito para ser pego, o ciclo se completa. Rever o totem, quase que vem com a risada do assassino no fundo, compreende-se o quão exibicionista o criminoso é.

7 – O turducken

O turducken é talvez o objeto de maior orgulho da produção da série. Uma morte difícil de superar, ele envolvia um cavalo com uma mulher dentro com um passarinho dentro. É quase o ciclo da vida em forma de um assassinato. Uma morte inevitável, com um terrível assassinato dentro, com um pequeno ser vivo dentro. O motivo para transformação do simples assassinato para essa estranha obra é até muito poética.

Peter Bernardone, que não é o assassino mas é quem colocou a mulher dentro do cavalo e o pássaro dentro da mulher, o fez em um gesto de luto, como uma forma de trazer vida através da morte. Su-Zakana é um episódio um pouco mais lento de uma segunda temporada em sua maior parte extremamente intensa, mas virou um dos episódios mais icônicos da série entre os fãs. É nele que a famosa imagem muito heterossexual de Hannibal segurando o rosto do Will acontece, é nele que o famoso turducken acontece e é dele que sai essa frase inesquecível:

“Peter, seu assistente social está dentro desse cavalo?”

6 – O jardim de cogumelos humano

O nosso primeiro assassino dispensável da semana (Garrett Jacob Hobbs o seria se ele não atormentasse tanto Will depois de sua morte), no segundo episódio da primeira temporada, Amuse-Bouche é o responsável por esse jardim de cogumelos cultivados em pessoas. Foi aí que começamos a entender que louca viagem seria a série. O assassino, Eldon Stammets, está tentando criar conexões parecidas com as que fungos têm entre os quase mortos vivos de seu jardim, e a relação da inabilidade tanto do assassino quanto do Will de formar conexões sociais fica bem óbvia conforme chegamos ao fim do episódio.

5 – A justiça é cega

No terceiro episódio da segunda temporada, Hassun, Will é julgado pelas acusações dos assassinatos cometidos pelo Estripador de Chesapeake, mas quem acaba com sua vida sentenciada é o juiz. Depois de recusar uma tentativa de mudança de estratégia dos advogados de Will, o juiz aparece morto no dia seguinte. É através desse assassinato que vamos conhecer um fã de Will, Matthew Brown. Ele trabalha no hospital para mentes criminalmente insanas e claramente não tem problemas em matar para ajudar Will, o que rende umas poucas e boas mais pra frente.

4 – O olho

A segunda temporada de Hannibal já começou com um estouro. O primeiro episódio, Kaiseki, já traz um dos casos mais emblemáticos da série. O assassino escolhia suas vítimas pelo tom de pele, montando uma paleta de cores humana perfeita para construir seu gigante mural. Não é necessário dizer muito sobre essa incrível obra de arte, que nos é apresentada com o horror de uma das vítimas que acorda grudado ao mural sem ter a menor ideia do que está acontecendo. É uma mistura perfeita do horror e da beleza das mortes em Hannibal.

3 – O violoncelo humano

No oitavo episódio da primeira temporada, Fromage, somos apresentados ao sofisticado assassino Tobias Budge. Ele é músico, professor de violoncelo e amigo de um dos pacientes de Hannibal. Porém, logo descobrimos que ele é um serial killer, que mata suas vítimas e usa suas cordas vocais para transformá-las em cordas de violoncelo. Nesse assassinato, que chama a atenção do FBI, Tobias transforma um músico de uma importante orquestra de quem ele não gostava em uma espécie de violoncelo humano, cujas cordas vocais podem ser tocadas.

2 – O homem árvore

O sexto episódio da segunda temporada, Futamono, é quando Will finalmente é solto da cadeia justamente por conta desse assassinato específico. Claramente uma obra do Estripador de Chesapeake, o Homem Árvore tem órgãos retirados para dar lugar a lindas flores. É algo entre irônico e poético, ter essa linda árvore, que ao mesmo tempo é um homem morto, crescendo no meio de um estacionamento aleatório.

1 – Os anjos da guarda

E em primeiro lugar temos os belíssimos anjos da guarda. Um homem incrivelmente perturbado, que acreditava poder enxergar o mal das pessoas, transforma esses transgressores em anjos como uma forma de purificá-los. É tudo meio triste e extremamente gráfico e enervante Para falar a verdade, é surpreendente que algo tão gráfico quanto isso tenha sido exibido na TV. Ao mesmo tempo esses anjos ajoelhados aos pés da cama parecem algo vindo de uma pintura, é isso que Hannibal faz com a morte, as transforma em obras de arte.

Para grandes fãs de terror, só essas 13 mortes criativas, linda e bizarras, já podem ser suficientes para interessá-los em assistir Hannibal. Porém, não é só o aspecto visual que a série tem a oferecer de bom. Com excelentes performances e roteiro profundo, que levantam questões humanas e complexas, Hannibal faz mais do que deixar seus espectadores nervosos, com medo ou assustados, elevando o gênero do horror a algo nunca visto antes na TV.

Então, aproveite essa sexta-feira 13 e o mês do Halloween para dar à série uma chance. Se você já assistiu, esse é o tipo de série que vale a pena ver novamente para descobrir novos aspectos e temas.

Nathália Gonçalves Estudante de cinema e desistente de jornalismo, carioca estressada de 20 anos de idade, problematizador ligado 24/7. Uma vida definida por analisar mídia e questionar padrões.

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