Com o episódio “No Man’s Land”, a quarta temporada de Gotham chegou ao fim. Apesar de toda a conversa sobre um final épico, não achei essa season finale tão diferente do que já foi proposto no seriado. O fato novo é que a cidade foi esvaziada devido as explosões provocadas por Jeremiah e Ra’s Al Ghul. Porém, não vi o grande cliffhanger prometido pelos produtores. Os arcos se encerraram e já percebemos que quem morreu já está encaminhado para voltar à vida na próxima temporada. Exceto por Ra’s Al Ghul, mas ele sempre dá um jeito de voltar, como sabemos.

Quando vi Hugo Strange na telinha no meu notebook quase me engasguei de rir. Pra mim, seu paradeiro foi um, dos muitos, não explicados. Ele estava vivendo uma história em Indian Hill e, depois da explosão do laboratório, simplesmente sumiu. “Até aí tudo bem”: o pior mesmo foi Pinguim ter encontrado o vilão sem muitas dificuldades. Ué?

Acredito que a reinicialização, a que o produtor Danny Cannon se referiu em entrevistas, está relacionada ao encerramento de todos os arcos. A quinta temporada, agora, está livre para trazer novas histórias e, quem sabe, se rolar um salto no tempo, já trazendo o próprio Batman em cena. Mas não aposto todas as minhas fichas nessa possibilidade não.

Para termos Batman, David Mazouz precisaria ganhar corpo. O que não é impossível, mas levaria tempo. E acho difícil demitirem o ator a essa altura do campeonato. Acredito que é mais possível encerrarem a série com Bruce assumindo oficialmente a capa do vigilante noturno. Na quinta temporada, portanto, devemos ver seus primeiros passos nessa jornada.

Por fim, restaram na cidade: Pinguim, Dr. Frio (que pelo que parece terá destaque na quinta temporada), Vagalume, Espantalho, Jeremiah (que está desaparecido), Selina (que está correndo risco de ficar paraplégica), Barbara e Thabita (que inauguraram uma zona livre de homens: a Sirens), além de Jim, Bruce, Bullock e Lucius Fox. Também restaram Charada e Lee Thompkins sem vida nas mãos de Hugo Strange. É provável que voltem à vida transformados e ainda piores.

Pelo fato de o seriado não poder utilizar o nome Coringa e nem caracterização clássica do personagem por decisões da própria Warner, o personagem tem sido homenageado de diversas maneiras na série. Então, penso que veremos mais de Jeremiah (e até outros “coringas”), Bruce como vigilante noturno, as Sirens e Lee Thompkins como vilã. Além disso, o esvaziamento da cidade parece ter revelado seu pior e seu lado mais sombrio. Talvez vejamos coisas ainda mais bizarras. Seria também interessante ver um protótipo de Robin, né? Pra finalizar o seriado com estilo.

Os boatos dizem que a série retorna só em janeiro de 2019, por conta da programação da TV americana. Mas nada oficial. Enquanto isso, vamos aguardar criando teorias do que vem por aí.