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Game of Thrones 7×03 – The Queen’s Justice

Game of Thrones 7×03 – The Queen’s Justice

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Game of Thrones 7×03 review

Vou começar essa resenha da mesma forma que começou o último episódio de Game of Thrones: direto ao ponto. Nossa senhora, eu esperava que eles fossem enrolar para fazer o encontro de Jon e Daenerys, mas a primeira cena do episódio foi o nosso querido Rei do Norte chegando em Pedra do Dragão – e eu fiquei estupefata. Realmente deram ao povo aquilo que o povo quer. Só que nem tanto. As cenas de Jon em Pedra do Dragão também foram um balde de água fria, de certa forma, em grande parte do fandom da série.

Eu acredito, pelo menos, que muita gente esperava um encontro glorioso, em que ambos reconhecessem suas grandezas mutuamente e estrelinhas cadentes caíssem do céu enquanto eles fizessem amor à luz do luar. Não foi bem assim. Foi um encontro realista. Porque Daenerys aceitaria que Jon não jurasse lealdade a ela de imediato e ainda insistisse em ser proclamado Rei do Norte? E porque Jon se ajoelharia de imediato para essa auto-proclamada rainha estrangeira recém-chegada a Westeros que ele mal conhece e ainda nem considera pacas? Não. Ambos foram sóbrios e diretos, e qualquer firula a mais seria puro agrado aos fãs.

Um adendo aqui para esse momento humorístico:

daejon

Hahaha!

Agora, aos muitos shippers de Jonerys – fãs que clamam pela união romântica de Jon + Daenerys – acho que ficou uma esperança em aberto ali na despedida dos dois. A leve curiosidade que ela teve em relação a ele, a forma como se despediram, tudo isso demonstrou pelo menos que existe ainda uma chance de eles se darem bem. Pode ser que exista um plano dos roteiristas de que os dois realmente fiquem juntos, como muitos querem, mas nada ficou claro – muito longe disso.

Uma coisa que ficou completamente em aberto foi o destino de Melisandre. Realmente a presença dela ali causaria apenas distrações, mas foi somente para isso que ela foi a Pedra do Dragão? Para sugerir que chamassem o Jon lá e depois vazar? O que ela vai fazer em Volantis? O que quis dizer aquilo que ela conversou com o Varys e o deixou com cara de boladão? Ela disse que tem que voltar a Westeros para morrer, assim como ele. Deu a entender que se trata de algum tipo de profecia. Aliás, porque todas as sacerdotisas vermelhas sabem tanto sobre o Varys? Essa é uma ponta que eu espero que eles amarrem eventualmente.

O que eu achei peculiar nesse episódio foi como as cenas dos diferentes núcleos quase não se alternaram. Começou com Jon em Pedra do Dragão e ficou lá por um bom tempo. Depois foi para Porto Real e lá ficou por mais um tempão. Isso tornou o episódio cansativo na minha opinião, mas não deixou de ser denso e rico em acontecimentos.

Falando em Porto Real, o Euron está se mostrando um vilão e tanto, hein. Muito ousado, provocando o Jaime daquele jeito. Ele claramente se acha a última bolacha de água e sal das Ilhas de Ferro – e pela forma como só vem acumulando vitórias, e matando duas Serpentes de Areia com a maior facilidade (aff), até o momento ele parece ser. Não entendi porque ele manteve a Yara viva, inclusive, se não era pra dar de presente pra Cersei. Quis guardar para matar mais tarde com calma? Não faz sentido. Só posso pensar que os roteiristas não quiseram dar voz a quem diz que eles só matam os personagens LGBT da série – assim como na maioria das séries com personagens LGBT, como já falamos nesse texto.

ela

Ainda no assunto de vilões cruéis, não podemos deixar de mencionar a crueldade do fim de Elaria Sand e sua filha. Gente, sou só eu ou eles passaram dos limites da perversidade? Nem quando Daenerys trancou Xaro Xhoan Daxos e a aquela mulher num cofre para morrerem de fome ou quando a própria Cersei deixou a septã Unella para ser torturada pelo Montanha eu fiquei tão chocada. Prefiro nem pensar! Mas me pergunto se esse será o fim de Elaria, de fato. Nada foi dito a respeito de matá-la, apenas de torturá-la da forma mais cruel que eu já vi na vida, portanto ainda pode ser que aconteça alguma reviravolta com ela. Não é impossível. Me pergunto também o que acontecera com o exército de Dorne. Só porque elas morreram, não significa que o exército ainda não esteja lá, à espera. Elaria e as Serpentes não deixaram NINGUÉM tomando conta enquanto foram encontrar Daenerys? O quê que é isso, minha gente?

Nos transportamos para Winterfell e mais um lindo – será? – encontro acontece: Bran volta para casa, e é recebido com emoção por sua irmã Sansa. Não que ele retribua com a mesma emoção. Fala sério, agora ele é o Corvo de Três Olhos e está acima dessa porra toda, e não pode sequer ficar feliz de ver a irmã – ou ao menos dar um sorriso? Mano, e quando ela fica perguntando pra ele o que diabos é um Corvo de Três olhos e ele não tem a paciência de explicar um MÍNIMO? Eu não sei como alguém pode achar o Bran um personagem interessante. Pessoalmente, acho ele chatíssimo e acho que já passou da hora de ele se provar valioso para alguma coisa nessa trama, porque até agora só serviu pra ficar vendo filminhos do passado e pra morrer gente que a gente gosta.

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Blé!

Agora, Daenerys está aos poucos se ferrando solenemente, né? Perdeu a Frota de Ferro, perdeu o exército de Dorne, e apesar de ter tomado Rochedo Casterly também perdeu os Tyrell. A coisa está apertando pro lado dela e a gente só vai ficando cada vez mais agoniado.

Falando dos Tyrell, um destaque para a última cena de Olena Tyrell, a vovozinha mais bad ass dos Sete Reinos, na série. Eu sempre admirei a calma da Matriarca Tyrell em todas as situações. Sempre muito lúcida, ela sabia qual seria o seu destino naquele momento, e não perdeu a elegância, mesmo perto do fim. Nem mesmo ao revelar para Jaime – e para todos nós – que ela é que havia feito a coisa mais maravilhosa já feita em Game of Thrones: assassinado Joffrey com requintes de crueldade. Agora faz todo sentido aquela cena lá atrás em que Olena e Margaery conversam com Sansa e arrancam dela que Joffrey é um monstro, e mantêm a perfeita calma sabendo que o futuro marido de Margaery não passa de um sádico. “É uma pena”, ela diz, apenas. Mas agora tudo está claro: é uma pena pois teremos que matá-lo, para que Margaery se case com seu irmão mais novo e muito mais gentil, Tommen.

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Rainha, né mores!

No mais, achei esse episódio intenso e denso. Porém, de fato cansativo. Não me agradou muito – e achei que Jorah se curou rápido demais, a propósito! Mas as coisas andaram, e acho que deixou a trama no ponto para que coisas de fato empolgantes aconteçam no próximo episódio! Senti falta de ver Arya – gostaria que tivesse sido ela a chegar em Winterfell, em vez do ingrato do Bran. Mas faz parte! Agora, como sempre, é esperar pelo domingo que vem.

The Queen’s Justice

Mari Fiorin Leonina, tem pelo menos uma grande crush em cada seriado que assiste. Meio psicopata a respeito do uso da crase e em eterno luto pelo trema. Já quis ser cirurgiã, detenta, caça vampiros, milionária vingativa, cair de avião em uma ilha anormal e fazer parte de uma família de classe média-alta cheia de tretas a respeito dos antigos casos do falecido patriarca em Passadena, Califórnia.

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