Home Tá no ar [Tudo por Elas] Gorda sim, maravilhosa também
[Tudo por Elas] Gorda sim, maravilhosa também

[Tudo por Elas] Gorda sim, maravilhosa também

0
0

O Séries Por Elas tem como prioridade máxima noticiar e discutir questão que envolvem o universo das séries. No entanto, vez ou outra, sentimos a necessidade de abordar questões que passam pelo cinema, música e artes de maneira geral. Para isso, criamos a coluna Tudo Por Elas. Nela, uma vez por semana, discutiremos sobre alguma questão do universo midiático e a mulher que não esteja relacionado às séries. 

Um dia desses que a gente procura pauta por aí, dei de cara com o filme Gorda. Fiquei um pouco intrigada com o título assim duro, seco e sem grandes explicações e apertei o play.

Foram 15 minutos de catarse. Ouvindo as histórias e os sentimentos de Claudia, Elisa e Dandara era como se alguém contasse minha própria história ou narrasse os meus próprios sentimentos com meu corpo.

As três mulheres, ali vestidas como deusas, vão contando como se sentem, como a sociedade as faz sentir, como aquelas marcas impressas nas suas peles contam sua trajetória.

Leia também
Precisamos falar sobre a gordofobia na Tv

Então, enquanto vão contando da sua relação com seus corpos, vamos assistindo deslumbradas um passeio da câmera sobre as curvas, as dobras, os desenhos, os meticulosos detalhes dessas mulheres que, dia a dia, contra todo e qualquer padrão estão a todo tempo exercitando o direito de se amarem, se respeitarem e existirem. Mulheres para quem o simples fato de existir, já é um ato de resistência.

O filme é da diretora, Luiza Junqueira, do canal “Tá querida”, que também é gorda e produziu em 2013 um curta-metragem chamado “Espelho Torcido”, no qual expõe imagens de seu corpo em preto e branco em uma tentativa de olhar sob uma diferente perspectiva para cada dobrinha, estria e celulite que possuía.

O título do documentário, obviamente, não foi decidido por acaso. A palavra, de carga negativa, acaba ganhando uma releitura que desmistifica todo esse histórico ofensivo. De certa forma, tal atribuição física é até celebrada – a partir do momento em que vira símbolo identitário de resistência.

Assista, observe, sinta, descubra que mais mulheres se sentem como você e lutam as mesmas batalhas, ou ainda, descubra se você, minha amiga magra, tem tratado sua amiga gorda com respeito e consideração.

Fernanda P. Garcia Jornalista sem dinheiro e estudante de História. Assiste mais filmes e séries do que deveria e muito menos do que gostaria.

LEAVE YOUR COMMENT

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *