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[Tudo Por Elas] Seis famosos LGBTQ+ que apoiam e lutam pela causa

[Tudo Por Elas] Seis famosos LGBTQ+ que apoiam e lutam pela causa

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No dia 17 de maio é celebrado o Dia Internacional contra a Homofobia/LGBTfobia. A data marca o momento em que a Organização Mundial de Saúde (OMS) retirou a homossexualidade da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados, em 1990. Mesmo isso tendo acontecido há quase 30 anos, os crimes de ódio cometidos contra homossexuais, a invisibilidade na sociedade, a morte precoce e a falta de acesso muitas vezes às necessidades básicas ainda são uma realidade para essa parcela da população. Para celebrar esta importantíssima data, o Séries Por Elas, preparou uma série de textos abordando a temática sob diferentes óticas.

É devastador saber que em pleno 2017, 73 países do mundo consideram o relacionamento homossexual um crime, podendo levar até à pena de morte. É sufocante saber que com 600 mortes em seis anos, o Brasil foi considerado o país que mais mata mulheres e homens transexuais. Mas é o que mais assiste pornografia com pessoas trans. A homofobia mata sim! E nós temos que continuar fortes nessa luta diária para que todas essas mortes e discursos de ódios se acabem. Para que essa massa preconceituosa da sociedade entenda que é possível amar uma pessoa do mesmo sexo ou se identificar com outro sexo.

Hoje (17/05) no Dia Internacional Contra a Homofobia nós separamos uma lista com seis famosos LGBTQ+ que apoiam e lutam pela causa. Confira:

Troye Sivan, 21 anos

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Troye Sivan é cantor, ator, compositor e youtuber. Nascido na África do Sul e naturalizado autraliano, o jovem cantor assumiu sua sexualidade em 2015 no seu canal do Youtube. Troye já embarcou em sua carreira musical bem longe do armário e nunca fez questão de esconder. Na trilogia de vídeos de Blue Neighbourhood, o cantor traz as faixas WILD, FOOL e TALK ME DOWN, que se tratam de curtas-metragens contando a história de um amigo de infância por quemTroye se apaixonou e se afastou.

Em boa parte dos seus clipes o jovem aborda temas como esse. Recebe apoio e elogio dos fãs que se sentem muito bem representados. Um dia antes da posse do atual presidente dos Estados Unidos, o cantor  lançou o clipe de Heaven celebrando a causa LGBTQ+ e trazendo questões pessoais, como a dificuldade de conciliar sua condição sexual com questões religiosas.

Lauren Jauregui, 20 anos

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A integrante da girlband Fifth Harmony, passou por uma situação que muitos não deveriam passar. É importante lembrar que a cantora sempre foi alvo de comentários homofóbicos e especulações na internet, mesmo quando não era assumida publicamente. Após ter uma foto beijando sua melhor amiga vazada e ser praticamente chutada para fora do armário, Lauren escreveu uma carta aberta onde se assumiu bissexual. A carta, na verdade, é dirigida a quem votou em Donald Trump. A cantora, que sempre esteve ativa em questões políticas e sempre apoiou a comunidade LGBTQ+, foi para as redes sociais e protestos reclamar do resultado das eleições. Lauren também faz questão de comentar e enaltecer suas raízes latinas.

Beth Ditto, 36 anos

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Beth Ditto é uma cantora norte-americana da banda de indie rock, The Gossip. A cantora é considerada um ícone do feminismo no punk. Em uma entrevista ela afirmou: “as mulheres não são gatos, não são animais, são apenas pessoas que tentam atravessar a rua para comprar sorvete”. E não para por aí, ela já foi nomeada “A Mulher Mais Sexy do Ano”, na NME Awards 2017.

Standing in the Way of Control é um dos grandes sucessos da banda, foi escrito por Ditto como uma resposta à decisão do governo americano de negar o direito ao casamento de casais LGBTQ+. Além da luta contra a homofobia, Ditto se une a outra grande causa, o combate a gordofobia. Beth já posou nua para uma revista erótica para lésbicas, a On Our Backs. Em um ensaio que ela chama de radical, Ditto e sua namorada Tranny afirmam que a sensação foi maravilhosa. E a cantora ainda completou: “Sou gorda e sapatão!”.

Mc Xuxu

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Mc Xuxu vem dominando o funk com suas músicas combatendo o preconceito. Ela é travesti e está ganhando cada vez mais visibilidade nesse espaço ainda dominado por homens e suas letras machistas. Seu primeiro vídeo, “Um beijo pras travesti”, viralizou em todo o Brasil.  A jovem de Juiz de Fora mostrou que é possível fazer música para rebolar mesmo tocando em assuntos como diversidade, sexualidade e feminismo. No vídeo “Desabafo”, a cantora é agredida por dois homens e afirma: “isso aconteceu comigo, só que levei duas facadas, mas não quis mostrar no vídeo; fiquei com medo de ficar pesado”. A transfobia no Brasil, além de matar milhares, ainda empurra mulheres trans para a marginalidade. Assim, toda essa representatividade de uma Mc travesti no funk é super importante.

Tegan and Sara, 37 anos

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As gêmeas já conquistaram seus 19 anos de carreira com sons que remetem ao folk, indie pop e rock. As cantoras fazem sucesso com o público jovem, e claro, o público LGBTQ+. Lésbicas assumidas, elas buscam ir além de apenas fazer música. Propõem debates sobre diversidade e representatividade. Tegan and Sara Foundation é uma instituição criada pelas gêmeas com a missão de lutar pela igualdade econômica, saúde e representação das mulheres e meninas LGBTQ+.

Você pode pensar que essas pessoas não são tão relevantes assim na luta LGBTQ+, aliás nem todos são grandes marcos na história do combate à homofobia. Mas a maioria é jovem e atinge o público jovem. Um público que, assim como eles, se sente preso à heteronormatividade imposta pela sociedade.

O que queremos mostrar com esse texto é que você não precisa ser um ícone de representatividade ou um ícone do movimento LGBTQ+. Você só tem que lutar! Não importa se é por meio da música, de instituições, de manifestações, de redes sociais ou simplesmente existindo e resistindo. Como já falamos, a representatividade é a nossa melhor amiga, sendo assim, ela sempre será bem vinda.

Aline Cruz 19 anos, aspirante a publicitária. Feminista, viciada em séries com a temática LGBT e em falar vários nadas no twitter. Especialista em sofrer por shipp. Choro sempre que escuto Chasing Cars e a culpa é da Shonda.

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