
Descendentes 3: Final Explicado e Análise Completa
Descendentes 3, dirigido pelo renomado Kenny Ortega e escrito pela dupla Sara Parriott e Josann McGibbon, marca a conclusão da trilogia focada em Mal (Dove Cameron) e seu grupo original de amigos. O filme, um musical de fantasia que encerra o arco principal iniciado em 2015, traz de volta rostos conhecidos e introduz novas ameaças que colocam em xeque a segurança do reino de Auradon.
Atenção: Este artigo contém spoilers cruciais sobre a trama e o desfecho do filme.
A tese central desta obra é que Descendentes 3 se configura como uma jornada de amadurecimento e crítica social disfarçada de conto de fadas. O filme questiona a segregação imposta pelos heróis e mostra que a verdadeira vilania nasce do ressentimento e do abandono, provando que a união é a única forma de alcançar a justiça.
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Final Explicado: O que acontece no desfecho de Descendentes 3?
O conflito final de Descendentes 3 é desencadeado pelo ciúme de Audrey, que, após o pedido de casamento de Ben para Mal, rouba a coroa da Rainha e o cetro de Malévola, transformando-se em uma vilã poderosa. Para detê-la, Mal precisa da brasa de Hades, seu pai ausente que vive na Ilha dos Perdidos.
O Confronto e a Aliança
Após uma aliança relutante entre o grupo de Mal e a gangue de Uma, Harry e Gil, os jovens retornam a Auradon. No clímax, Audrey sequestra Celia e ataca Mal. Para combatê-la, Mal assume sua forma de dragão. Quando a brasa de Hades se apaga por ter sido molhada, Uma utiliza sua magia para reacendê-la. Com o poder combinado, Mal derrota Audrey, que cai em um coma profundo enquanto as maldições sobre o reino (incluindo as pessoas transformadas em pedra) são levantadas.
A Redenção e a Decisão de Mal
Hades é trazido da Ilha sob custódia para despertar Audrey com sua brasa. Ele consegue revivê-la, mas critica abertamente o padrão duplo de Auradon: Audrey é perdoada instantaneamente por ser “uma dos mocinhos”, enquanto os vilões da Ilha permanecem exilados por erros passados.
Impactada por essa injustiça e pela percepção de que sua ideia inicial de fechar a barreira permanentemente era errada, Mal toma sua decisão final. Ela declara a Ben e à Fada Madrinha que não pode ser rainha apenas de Auradon, mas sim de ambos os mundos. Mal decide destruir a barreira da Ilha dos Perdidos para sempre.
O Desfecho dos Personagens
Com a barreira removida, uma ponte mágica une os dois territórios. Mal e Ben permanecem noivos; Evie fica com Doug; Carlos com Jane; e Jay decide viajar pelo mundo com Gil. Na cena pós-créditos, o quarteto original — Mal, Evie, Jay e Carlos — corre pela ponte em direção à Ilha para se reencontrar com seus pais, celebrando a liberdade e a integração da nova sociedade.
Entendendo o Significado: Metáforas e Simbolismos
A narrativa de Descendentes 3 é rica em elementos que transcendem o literal, utilizando objetos mágicos para representar estados emocionais e políticos.
O Cetro de Malévola e a Brasa de Hades
O cetro de Malévola, empunhado por Audrey, simboliza como o trauma e a pressão social podem corromper até quem deveria ser “puro”. Audrey não nasceu vilã; ela foi moldada pelas expectativas de sua avó, a Rainha Leah, e pela dor da rejeição. Já a brasa de Hades representa a conexão hereditária e a dualidade de Mal. O fato de a brasa só funcionar em sua totalidade quando Mal e Uma combinam suas magias simboliza que o poder individual é insuficiente diante de crises sistêmicas; a união de forças opostas é o que realmente traz a cura.
A Barreira como Segregação
A barreira da Ilha dos Perdidos é a metáfora visual mais forte para a marginalização social. Durante a maior parte do filme, a solução proposta por Mal — fechar a barreira para sempre — representa o medo e o isolamento. O final em que a barreira é substituída por uma ponte sugere que a segurança não vem da exclusão do “diferente”, mas da integração e da oferta de oportunidades iguais para todos, independentemente de sua origem.
Qual a mensagem do filme Descendentes 3?
A mensagem central da obra é a desconstrução do binarismo entre “Bom” e “Mau”. Através da jornada de Mal, o filme ensina que o caráter não é definido pelo DNA, mas pelas escolhas e pela capacidade de perdoar.
Temas Universais Abordados:
- Identidade e Origens: Mal aceita ser “metade Hades”, integrando sua herança vilã com seu papel de liderança.
- Justiça Social: A crítica de Hades sobre o perdão seletivo de Audrey expõe a hipocrisia das elites de Auradon.
- Amizade e Sacrifício: A disposição de Uma em ajudar Mal, mesmo após ter sido enganada, prova que a lealdade supera a rivalidade quando o bem comum está em jogo.
A jornada da protagonista prova essa mensagem quando ela abdica da segurança absoluta de Auradon para arriscar a integração com a Ilha. Ela entende que ser uma líder de verdade exige quebrar os muros que ela mesma ajudou a sustentar, escolhendo a empatia em vez do medo.
O desfecho de Descendentes 3 é narrativamente satisfatório porque fecha o ciclo de redenção iniciado no primeiro filme. A escolha de derrubar a barreira é a única conclusão coerente para uma franquia que sempre pregou que “somos apenas crianças de vilões”, buscando o seu próprio lugar no mundo. Ao unir os dois reinos, o filme entrega um final esperançoso que redefine o conceito de “felizes para sempre” como um esforço coletivo e contínuo por igualdade.
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