Zona de Risco (2024), dirigido por William Eubank, é um thriller de ação militar que coloca drones e soldados no centro de uma missão nas Filipinas. Com Russell Crowe como o operador experiente Reaper, Liam Hemsworth como o novato Playboy e Milo Ventimiglia como o líder de equipe Sugar, o filme mistura tensão tática e drama pessoal. Lançado nos cinemas em 29 de fevereiro de 2024 e agora disponível na Netflix, além de aluguel na Amazon Prime Video, Apple TV, Google Play e YouTube, ele atrai fãs de guerra moderna. Mas entrega adrenalina real ou cai em clichês? Nesta análise, destrinchamos os acertos e falhas para guiar sua escolha.
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Premissa tensa, mas formulaica
A trama segue uma equipe Delta Force em uma extração de reféns em território inimigo. Após um ataque surpresa, apenas o jovem sargento JJ “Playboy” Kinney (Hemsworth) sobrevive, ferido e isolado. Ele depende de Reaper (Crowe), um piloto de drone a milhares de quilômetros, para guiá-lo à salvação. Enquanto horas viram dias, a missão revela falhas de inteligência e dilemas éticos sobre o uso de drones.
Eubank cria suspense inicial forte, com sequências de combate visceral e isolamento palpável. O foco na guerra remota – drones como “deuses distantes” – adiciona relevância atual. No entanto, o roteiro, coescrito por Eubank e David Frigerio, acumula implausibilidades: comunicações perfeitas apesar de interferências e reviravoltas que desafiam a lógica militar. Críticos como o Roger Ebert elogiam o foco no novato, mas apontam o enredo como previsível, diluindo o impacto em um segundo ato arrastado.
Elenco liderado por Crowe
Russell Crowe domina como Reaper, um veterano cínico com humor ácido e cicatrizes emocionais. Sua performance rouba a cena, misturando intensidade e leveza, como notado pelo Hollywood Reporter. Ele eleva diálogos expositivos em momentos autênticos, transformando o drone em uma extensão de sua alma atormentada.
Liam Hemsworth convence como Playboy, o inexperiente forçado a crescer sob fogo. Sua vulnerabilidade contrasta com a bravura, criando empatia genuína. Milo Ventimiglia, como Sugar, oferece liderança estoica, mas seu arco é breve. O elenco secundário, incluindo Luke Hemsworth e Ricky Whittle, adiciona camadas à equipe, mas sofre com papéis genéricos. No geral, as atuações sustentam o filme, compensando o roteiro fraco, conforme resenhas no Rotten Tomatoes.
Direção dinâmica em cenários reais
William Eubank, de The Signal, usa câmeras aéreas e cortes rápidos para imitar a visão de drone, criando imersão única. As sequências noturnas nas selvas filipinas são claustrofóbicas, com som de mísseis e sussurros de rádio que constroem tensão. A partitura de David Sardy reforça o isolamento, ecoando Black Hawk Down.
Contudo, a direção cai em tropos de ação: herói improvável, mentor rabugento e vilões caricatos. O terceiro ato explode em tiroteios exagerados, sacrificando realismo por espetáculo. Como critica a Paste Magazine, o filme flerta com propaganda pró-drone, glorificando tecnologia sem questionar custos humanos. Ainda assim, a execução técnica é sólida para um orçamento modesto, tornando-o visualmente cativante.
Vale a pena assistir Zona de Risco?
Zona de Risco diverte fãs de ação com sequências eletrizantes e Crowe em forma. Disponível na Netflix, é ideal para uma sessão rápida de 1h50min, com Hemsworth provando valor além de Fome de Vingança. No entanto, o roteiro formulaico e implausibilidades frustram quem busca substância, como alertam resenhas no IMDb.
Se você curte Top Gun: Maverick pela adrenalina aérea, assista. Para narrativas complexas, pule. Com 88% no Rotten Tomatoes de público, é um guilty pleasure militar, mas não um clássico. Alugue nas plataformas se preferir qualidade 4K, mas a Netflix basta para a maioria.
Zona de Risco acerta na ação visceral e no carisma de Crowe, capturando a era dos drones com eficiência. Eubank entrega um thriller acessível, com Hemsworth emergindo como estrela. Falhas no roteiro e tom propagandístico limitam seu alcance, mas o pacote entretém sem pretensões. Em um ano de blockbusters, é uma opção sólida para noites de suspense. Vale o play na Netflix? Sim, se adrenalina for sua meta. Para mais, busque profundidade em outro lugar.
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