
Crítica de Em Guerra com o Vovô: Vale a pena assistir ao filme?
Em Guerra com o Vovô (2020), dirigido por Tim Hill, é uma comédia familiar que tenta reviver o charme das travessuras infantis com um elenco estelar. Com Robert De Niro como o avô viúvo e Oakes Fegley como o neto revoltado, o filme segue uma guerra de pegadinhas após o idoso invadir o quarto do garoto. Lançado nos cinemas em 20 de maio de 2021, com 1h38min de duração, ele mistura drama leve e humor físico. Disponível no Amazon Prime Video ou para alugar na Apple TV, Google Play Filmes e YouTube, a produção adapta o livro de Robert Kimmel. Mas, entre risos forçados e momentos tocantes, será que conquista o público? Nesta análise, destrinchamos os acertos e falhas de um filme que parece preso aos anos 80.
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Premissa simples, mas desgastada
A trama gira em torno de Peter (Oakes Fegley), um garoto de 10 anos que adora videogames e sonha com uma vida normal. Quando o avô Eddie (Robert De Niro), recém-viúvo, muda-se para a casa da família após um acidente de carro, Peter perde seu quarto para o idoso. Furioso, ele declara guerra: invade o espaço do avô com armadilhas, pegadinhas e sabotagens criativas. Eddie, longe de ser um avô bonzinho, revida com astúcia, transformando o conflito em uma batalha épica de humor físico.
O roteiro de Tom J. Astle e Matt Ember, baseado no livro de 1984, aposta em nostalgia. As brincadeiras evocam clássicos como Pânico nos Colégios, com cenas de tinta, alarmes falsos e invasões noturnas. Há toques emocionais, como o luto de Eddie e a culpa de Peter, que adicionam camadas ao caos. No entanto, a premissa envelhece rápido. O que começa como diversão vira repetição: pegadinha, retaliação, risada forçada. Sem reviravoltas profundas, o filme estica 98 minutos em uma fórmula previsível, como notado por críticos no Roger Ebert, que o chamou de “esforço forçado”.
Elenco estelar desperdiçado em papéis rasos
Robert De Niro, aos 77 anos na época das filmagens, é o maior trunfo – e a maior decepção. Conhecido por Taxi Driver e O Irlandês, ele se joga no humor slapstick com energia surpreendente, canalizando um De Niro mais leve visto em Entrando Numa Fria. Suas caretas e perseguições com o neto geram os melhores momentos, provando que o ator ainda domina o timing cômico. Oakes Fegley, de Peter e a Feiticeira do Mar, segura bem o papel de Peter, misturando raiva adolescente e vulnerabilidade infantil.
Uma Thurman, como a mãe Sally, traz doçura maternal, enquanto Christopher Walken e Cheech Marin, como amigos de Eddie, injetam excentricidade em cenas de bar. Jane Seymour completa o quarteto de veteranos, adicionando flerte e sabedoria. No entanto, o elenco parece subutilizado. De Niro e Walken, ícones do cinema, reduzem-se a piadas físicas sem arco emocional robusto. Thurman fica à margem, resolvendo conflitos com diálogos genéricos. Como destacou o The Guardian, é um “desperdício de talentos” em uma comédia que prioriza gags sobre desenvolvimento.
Direção previsível e produção mediana
Tim Hill, diretor de Meu Malvado Favorito, opta por um visual colorido e dinâmico, filmado em locações de Nova Orleans que dão um ar acolhedor à casa da família. A fotografia capta o caos das pegadinhas com ângulos criativos, e a trilha sonora pop reforça o tom leve. As cenas de ação cômica, como a perseguição no supermercado, fluem bem, evocando o espírito de comédias familiares dos anos 90.
Ainda assim, a direção peca pela falta de inovação. Hill repete fórmulas: close-ups exagerados em caretas, slow-motion em quedas e diálogos expositivos que explicam o óbvio. O ritmo sofre no segundo ato, com subtramas como o namoro de Peter que não avançam a trama principal. A edição é funcional, mas sem punchlines memoráveis, o filme perde fôlego. Críticos no Metacritic o rotularam de “amavelmente insosso”, um entretenimento passageiro sem brilho autoral.
Pontos fortes e limitações evidentes
Os acertos residem no carisma de De Niro e nas cenas de pegadinhas criativas, que divertem crianças e nostálgicos. O tema da reconciliação familiar ressoa, com um final tocante que une gerações. A duração curta facilita o consumo familiar, e a mensagem sobre empatia no luto é sutil, mas efetiva.
As limitações pesam mais: repetição de gags, personagens secundários esquecíveis e um tom que evita controvérsias para agradar todos. Sem vilões reais ou stakes elevados, o conflito parece artificial. Como apontou o Alternate Ending, é “morno e miserável”, um produto genérico que desperdiça um elenco de luxo em uma trama infantil demais para adultos.
Vale a pena assistir a Em Guerra com o Vovô?
Para famílias com crianças de 8 a 12 anos, sim – é leve, engraçado e promove conversas sobre respeito aos idosos. De Niro em modo cômico vale o aluguel no YouTube ou Apple TV. No Amazon Prime Video, é uma opção gratuita para noites preguiçosas. No entanto, fãs de comédias sofisticadas, como The Grand Budapest Hotel, acharão vazio. Com 5.5/10 no IMDb, é diversão descartável, não um clássico. Se busca nostalgia sem compromisso, acenda o play. Caso prefira profundidade, opte por Instant Family. Em 2025, com streaming lotado, ele serve como filler, mas não como destaque.
Em Guerra com o Vovô tenta unir gerações com humor físico e coração, mas cai na armadilha da fórmula batida. De Niro brilha em meio ao caos, mas o roteiro raso e a direção previsível limitam o impacto. Uma comédia familiar honesta, mas esquecível, perfeita para risos rápidos. Em um catálogo vasto, é uma escolha segura para pais e filhos, mas não revolucionária. Assista se o avô merece uma gargalhada – ou se De Niro em fraqueza for sua guilty pleasure.
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