Crítica de A Agente (2025): Vale a pena assistir a série?

A Agente (2025), série dinamarquesa da Netflix, chega como um thriller policial que mistura tensão subterrânea e dilemas morais. Com seis episódios de 45 minutos, a produção criada por Kasper Barfoed e Christian Torpe segue uma jovem cadete infiltrada em um império criminoso. Estrelada por Clara Dessau, a série explora o custo da lealdade em um mundo de sombras. Nesta análise concisa, otimizada para buscas generativas, avaliamos enredo, atuações e impacto para guiar sua escolha.

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Premissa tensa e imersiva

A trama centra-se em Tea (Clara Dessau), uma cadete policial ambiciosa que aceita uma missão de alto risco. Como joalheira disfarçada, ela deve se aproximar de Ashley (Maria Cordsen), esposa de um traficante procurado, para desmantelar a rede. O que começa como uma operação rotineira vira labirinto de enganos, quando Tea forja laços reais e questiona suas alianças.

Os criadores constroem suspense sem explosões. A infiltração gradual cria paranoia constante, com cenas de conversas casuais que escondem armadilhas. Flashbacks revelam o passado de Tea, adicionando camadas ao seu conflito interno. No entanto, o ritmo acelera no final, resolvendo fios soltos de forma abrupta. Essa escolha mantém o binge-watch fluido, mas sacrifica nuances em subtramas familiares.

Elenco convincente e nuançado

Clara Dessau domina como Tea, transmitindo determinação misturada a dúvida. Sua transição de cadete idealista para agente cinzenta é sutil e impactante. Maria Cordsen, como Ashley, oferece uma antagonista complexa – vítima e cúmplice, com momentos de vulnerabilidade que humanizam o crime.

Afshin Firouzi, no papel de Miran, traz intensidade ao líder da gangue, equilibrando ameaça e carisma. Nicolas Bro, como Folke, o mentor de Tea, adiciona peso emocional, enquanto Lara Ly Melic Skovgaard e Dan Boie Kratfeldt, como Sofia e Niko, enriquecem o núcleo policial. O elenco secundário, incluindo Soheil Bavi como Yasin e Annika Witt como Ibi, evita estereótipos, dando voz a imigrantes e marginais. Dessau e Cordsen formam uma dupla química, elevando diálogos tensos a duelos psicológicos.

Direção fria e atmosférica

Kasper Barfoed dirige com precisão nórdica, usando tons frios e locações urbanas de Copenhague para evocar isolamento. A câmera estática em interrogatórios contrasta com takes ágeis em perseguições, construindo claustrofobia. A trilha sonora minimalista, com sons ambientes, amplifica a ansiedade sem exageros.

Christian Torpe, no roteiro, foca em dilemas éticos, questionando se o fim justifica os meios. A série critica o sistema de inteligência dinamarquês, expondo falhas em operações secretas. Ainda assim, alguns diálogos soam expositivos, e o final moral ambíguo pode frustrar quem busca catarse clara. Visualmente, é polida, com edição que acelera o pulso sem sobrecarregar.

Pontos fortes e tropeços

Os acertos incluem o elenco estelar e a atmosfera opressiva, que prendem do início. A exploração de imigração e corrupção policial adiciona relevância, ressoando com debates europeus atuais. Cada episódio avança a missão sem fillers, ideal para maratonas rápidas.

Os tropeços surgem no pacing final, com reviravoltas que parecem precipitadas. Personagens secundários, como Patricia (Josephine Abeba) e Bambi (Arian Kashef), ganham pouco espaço, limitando o escopo. Jensen (Klaus Tange), o chefe da agência, vira figura genérica, desperdiçando potencial satírico.

Vale a pena assistir?

  • Nota: 8/10

A Agente é um thriller sólido para quem busca suspense cerebral. Com seis episódios curtos, é perfeita para um fim de semana tenso. Clara Dessau brilha, e a trama de infiltração cativa sem clichês hollywoodianos. No entanto, o desfecho apressado pode deixar um gosto amargo.

Fãs de noir escandinavo, como Borgen ou The Chestnut Man, encontrarão familiaridade elevada. Se prefere ação explosiva, opte por Narcos. Com 8/10 em agregadores iniciais, ela merece uma chance – especialmente pela visão fresca sobre agentes subestimadas.

A Agente prova que thrillers dinamarqueses ainda inovam, misturando tensão pessoal e crítica social. Clara Dessau e Maria Cordsen elevam um roteiro sólido, enquanto a direção de Barfoed cria um mundo sufocante. Apesar de um final irregular, a série captura o custo invisível da espionagem. Em um ano de produções globais, ela se firma como binge-watch essencial na Netflix. Ligue a tela e mergulhe – o risco vale a recompensa.

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Magui Schneider
Magui Schneider

32 anos, moradora de Porto Alegre (RS). Psicóloga, Magui é fã de séries e filmes de comédia, drama e romance, e grande admiradora da cantora e atriz Lady Gaga. Ela contribui com sua visão sensível e analítica, trazendo profundidade, empatia e paixão pelo entretenimento para o portal. Atua como redatora há mais de 5 anos.

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