“Collision Course” (6×14) foi dirigido por Ken Shane e escrito por Oscar Balderrama & Rebecca Belloto. O episódio retorna do ponto onde parou anteriormente, nos trazendo a parte final do confronto entre os times de vigilantes de Star City que decidiram lutar em lados opostos, e infelizmente se prenderam somente a isso mesmo, o que faz com que o episódio seja um tanto fraco em prender a atenção dos fãs e não acrescente nada de novo à trama. Temos somente mais do mesmo visto anteriormente, ele nem ao menos se esforça minimamente para mostrar os próximos passos do novo vilão Richard  Dragon, o que parece uma falha no roteiro já que os minutos finais do episódio anterior deixou no ar um gancho de continuidade que não acontece.

Os personagens se perdem em um mar de vingança pessoal e se esquecem de lutar contra o grande vilão que começou toda essa história de divulgar a identidade do Oliver e criou uma montagem para dar início ao conflito entre ele e Cayden James, o que desencadeou os diversos eventos apocalípticos em Star City.

O episódio em geral? Todos correm em círculos em uma briga sem um motivo forte o suficiente para toda essa situação, que nada mais é do que uma grande perda de tempo. O verdadeiro vilão Richard  Dragon nem é ao menos mencionado durante o episódio, revelando o quão pouco importante ele é considerado para a trama da série.

O episódio apresentou bem pouca emoção e impacto, parece que foi apenas um episódio comum usado para preencher o espaço necessário dentro da grade, mesmo quando algum dos personagem tentavam agir certo, faziam isso pelo motivo errado o que apenas piorava a situação, por exemplo o Detetive Lance queria ajudar o Oliver a recuperar os 70 milhões roubados de Star City que estavam na conta no exterior de Cayden James, mas para isso ele precisava encobrir o fato de que a pessoa que limpou essa conta estava escondida no seu chalé, que é ninguém menos que a Black Siren, ferida por causa da sua luta contra a Black Canary.

Por outro lado o outro time de vigilantes querem encontrar a Black Siren primeiro, somente pelo desejo de vingança de Dinah Drake, pelo histórico de Arrow nenhum personagem que procura algum tipo vingança consegue ser plenamente feliz depois de obtê-la, na verdade o vazio que a pessoa sente continua lá, então no fim a vingança não traz nenhum tipo de sentimento bom da realização de algo grande e profundo.  

É por esta razão que mais uma Black Canary foi desperdiçada nesta temporada, se muitos de nós esperávamos grandes feito de Dinah Drake, fomos decepcionados em um nível inimaginável além da personagem. Black Canary ter sido trocada três vezes desde a primeira temporada, dificultou a criação de um vínculo com a personagem fora das HQ’S. A nova personagem que vem representando a heroína no seriado perdeu grande parte do seu encanto e motivações como vigilante.

Acredito que grande parte desses deslizes sejam por conta do seu ex-parceiro e namorado Vincent Sobel, que retornou a vida de Dinah somente para puxá-la para baixo e atrapalhar as suas conquistas. Dito e feito. Agora temos uma Black Canary cega pelo seu desejo de vingança e capaz de machucar sua antiga equipe de vigilantes o Team Arrow para alcançar os seus objetivos.

Entretanto, ela não é a única que se perdeu nos episódios. ) Detetive Lance continua a acreditar com uma ingenuidade até que exagerada sobre a Black Siren pode se tornar uma boa pessoa, até aí não é tão ruim, porém, quando ele decide por a vida de todos os cidadãos de Star City em risco como forma de salvar essa suposta nova Laurel que necessita apenas de uma chance para mudar de vida, as suas ações passam de um pai de luto dedicado, a um personagem que consegue manipular todos a sua volta.

E não apenas eles, Curtis e René não mantêm uma presença firme durante o episódio somente seguem as ordens de Dinah, em parte eles somente querem mostrar que conseguem trabalhar bem sem a ajuda do trio de ouro (Oliver, Diggle, e Felicity). Rene permanece ressentido por ter sido expulso do Team Arrow por causa da sua traição, Curtis não teve uma razão convincente para sair do grupo já que ele estava montando Startup com a Felicity, ele apenas foi no ritmo dos seus amigos e usou o fato deles terem sido hackeados e vigiados como uma desculpa.

Os sentimentos de raiva e vingança de Curtis e Rene não transmitem nenhum tipo de raiva verdadeira, somente uma vontade de brigar e se provarem bons o suficiente, Curtis age de forma bem cruel contra Diggle o que não é nem um pouco justificável. Provando o que foi dito anteriormente sobre correrem em círculos, além disso depois de tantas brigas e desentendimentos a missão em si foi falha, causando apenas estragos em ambos times de vigilantes.

Nem mesmo o trio de ouro escapou de alguns deslizes, Oliver foi o principal deles por se deixar ser manipulado pelo Detetive Lance em vez de pensar como o Prefeito de Star City nesta situação a sua preocupação principal devia ser cuidar do bem estar da cidade inteira não só de um cidadão, e foi por causa dessa falta de profissionalismo que a sua carreira pode até entrar em risco já que os seus erros irão afetar a cidade inteira.

O que pode garantir um desempenho melhor para o próximo episódio “Doppelgänger” (6×15).