Quem nunca enviou uma mensagem comprometedora para o ex ou a ex depois de uma noite de bebedeira? Pois é, essa também é a realidade de Elsa (Zita Hanrot), uma mulher de quase 30 anos cheia de desilusões amorosas que acabou de levar um fora. E é em uma noitada dessas que ela envia mensagens vergonhosas para Maxime (Guillaume Labbé), o cara que a dispensou para ficar com a amante. Depois disso, suas melhores amigas: Charlotte (Sabrina Ouazani) e Emilie (Joséphine Draï) percebem que Elsa está no fundo do poço.

Cansada de vê-la desse jeito, Charlotte tem uma brilhante ideia (pelo menos ela acreditou que seria) que futuramente também seria alimentada por Emilie: elas contratam um michê para conquistar Elsa e ajuda-la a distrair a cabeça, tornando-a mais suscetível a encontros. O que ninguém esperava é que Jules (Marc Ruchmann), o michê, fosse se apaixonar pela moça, deixando de cobrar pelos encontros. E agora? Quem vai contar o grande segredo para Elsa? Logo agora que ela está começando a esquecer Maxime?

Além da trama de Elsa, acompanhamos histórias e romances paralelos. Emilie está gravida de Antoine, irmão de Charlotte, com quem tem um relacionamento conturbado devido ao nível de estresse que a personagem está enfrentando, junto à sua personalidade ácida e controladora. Charlotte não consegue se manter em um emprego e vive no mesmo teto que o irmão e a amiga. Ao se envolver em segredo com Matthieu, melhor amigo de Antoine, seus preceitos são colocados a prova, ela sente que está nutrindo sentimentos pelo rapaz, logo ela que não é nada adepta a relacionamentos.

Elsa tem um emprego nada glamuroso na prefeitura, ainda mora com o pai e anda infeliz com o rumo que a sua vida está tomando. A protagonista é inteligente, atrapalhada, insegura, carente, ou seja, gente como a gente, o que faz dela uma personagem tão incrível e carismática. Já Jules é o típico príncipe encantando que iniciou a vida de gigolô para a ajudar a mãe, mas agora está disposto a largar tudo para ficar com a garota de sorriso contagiante. É impossível não se apaixonar pelos personagens. Não se espera menos de uma comédia romântica que tem Paris como palco. A série não só deixa aquele gostinho de querer morar lá, mas o desejo de fazer parte do universo de Elsa e Jules.

Sabemos que comédia romântica não é um gênero muito explorado em formato de série, talvez por ser difícil de manter um bom ritmo e corra o risco de ficar cansativo. Mas Amor Ocasional com certeza descobriu a fórmula perfeita, se assemelhando bastante a um filme extenso de comédia romântica clichê daqueles que a gente tanto ama. Com um roteiro acelerado e cativante, a série francesa não deixa a desejar em nenhum episódio, os atores fazem o humor soar bem natural, se prepare para boas risadas. Com oito capítulos de no máximo de 27 minutos, é leve, divertida e perfeita para maratonar naqueles dias de descanso.

O único problema de assistir muito rápido é ao final ficar implorando por mais. Já pode agilizar a segunda temporada, dona Netflix.

Amor Ocasional