As bruxas estão à solta! Recentemente fomos deliciadas e bombardeadas com notícias sobre séries de bruxas, sejam adaptações ou remakes. A nova versão da Netflix de Sabrina, a Aprendiz de Feiticeira que estreou no mês de outubro e se chama O Mundo Sombrio de Sabrina. A CW também lançou um reboot da série Charmed, exibida originalmente em 1998 e 2006, mas agora com protagonistas negras. Também fomos contempladas com a notícia de que haverá uma nova série de A Feiticeira que irá abordar questões raciais, portanto, Samantha será negra.

Com tantas novidades, A Discovery of Witches acabou não ganhando tanta atenção. A série é baseada na Trilogia das Almas, composta pelos livros A Descoberta das BruxasSombra da Noite e O Livro da Vida. A história é ambientada em uma realidade onde criaturas sobrenaturais convivem em segredo entre os humanos.

Pelos corredores da Universidade de Oxford está Diana Bishop (Teresa Palmer), uma jovem historiadora e bruxa. De início pensamos que Diana desconhece seus poderes e que será uma história sobre essa descoberta, mas logo nos deparamos com o clichê: a bruxa que rejeita seus poderes e não tem a mínima ideia de como controlá-los. Bishop será forçada a embarcar nesse mundo da bruxaria quando, na biblioteca da Universidade fazendo uma pesquisa, encontra um manuscrito desaparecido e almejado por todos os seres sobrenaturais por conter um grande segredo. É a partir daí que todos começam a se perguntar: por que ela?

Bishop pode ser só mais um sobrenome para alguns, mas é o sobrenome da primeira mulher morta nos julgamentos de Salem. Diana é descendente direta de Bridget Bishop, o que nos leva a pensar que ela não encontrou o livro, o livro a escolheu.

Como primeiro episódio, ele pode ser um pouco lento, mas nos introduz muito bem personagens e trama principal. Temos uma protagonista inteligente, interessante e como podemos deduzir, bastante poderosa. Um dos pontos altos do episódio é Matthew Clairmont  (Matthew Goode), um vampiro cientista que descobre que o livro que procura há mais de 100 anos foi encontrado pela historiadora. Em consequência disso, uma maior interação e até um interesse é despertado entre os personagens. O vampiro quer o manuscrito que contém informações sobre sua espécie e também impedir que caia em mãos erradas, pois além de ter respostas, a obra pode obter o conhecimento de como acabar com os vampiros.

Apesar de uns cortes bruscos na troca de cenas, a série tem uma ótima fotografia e aquela típica ambientação britânica. Meu maior incômodo foi a última cena um pouco forçada e um tanto confusa. Você não sente a química entre Goode e Palmer. Porém os personagens são ótimos. Pode ser que com o desenrolar do enredo a situação mude. Como não li os livros não posso afirmar o quão fiel é e nem dizer o que vem pela frente, mas já deduzo que é uma linda história de amor com muito mistério e ação envolvido.

Confira o trailer: