Crítica de Seguindo em Frente: Vale a Pena Assistir o Filme?

Seguindo em Frente (2022), dirigido por Paul Weitz, é uma comédia dramática que reúne as lendárias Jane Fonda e Lily Tomlin em uma história sobre amizade, vingança e reconciliação. Com um elenco que inclui Malcolm McDowell e Richard Roundtree, o filme explora traumas do passado com um toque de humor ácido. Lançado diretamente em plataformas digitais no Brasil, como Amazon Prime Video, o longa promete entreter com sua mistura de leveza e temas sérios. Mas será que cumpre? Nesta crítica, analisamos a trama, o elenco, a direção e se o filme merece seu tempo.
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Uma trama que mistura humor e drama
Em Seguindo em Frente, Claire (Jane Fonda) e Evelyn (Lily Tomlin) se reencontram no funeral de uma amiga em comum. O evento traz à tona mágoas antigas contra Howard (Malcolm McDowell), o viúvo que causou traumas a Claire décadas atrás. As duas decidem se vingar, desencadeando uma série de eventos que oscilam entre comédia e reflexão emocional. A narrativa, escrita por Weitz, aborda temas como superação de traumas e o peso das escolhas passadas.
A premissa é promissora, mas a execução nem sempre acerta o tom. As mudanças entre humor e drama, como notado em críticas do IMDb, às vezes deixam o filme sem ritmo. Apesar disso, momentos de ironia e um desfecho corajoso mantêm o interesse. A curta duração de 85 minutos ajuda a evitar que a trama se arraste, tornando-a ideal para uma sessão leve.
Elenco estelar com química inegável
Jane Fonda e Lily Tomlin são o coração do filme. Fonda, como Claire, entrega uma performance que equilibra vulnerabilidade e determinação, enquanto Tomlin, como Evelyn, brilha com seu humor irreverente, reminiscente de Grace and Frankie. A química entre elas, forjada em anos de colaboração, é natural e envolvente. Malcolm McDowell, como Howard, cria um vilão desprezível, mas com nuances de remorso, enquanto Richard Roundtree, em um de seus últimos papéis, traz carisma e emoção em uma cena marcante com Fonda.
Embora o elenco secundário, como Sarah Burns, tenha menos espaço, cada ator contribui para a dinâmica. A força das atuações compensa as falhas do roteiro, especialmente quando as emoções dos personagens ganham destaque.
Direção competente, mas com tropeços
Paul Weitz, conhecido por Um Grande Garoto, dirige com habilidade, criando uma atmosfera que mistura nostalgia e tensão. A fotografia captura momentos íntimos, como encontros em funerais, com uma paleta suave que reflete o tom agridoce. A trilha sonora reforça a emoção, especialmente nas cenas de reflexão. No entanto, Weitz não equilibra bem os tons cômico e dramático. Algumas transições parecem abruptas, e a crítica social, como a facilidade de comprar armas nos EUA, é abordada de forma superficial.
O filme também sofre com a falta de foco em certos personagens, como Howard, que poderia ter mais profundidade. Apesar disso, a direção mantém a história acessível, com um ritmo que agrada quem busca entretenimento despretensioso.
Crítica social e temas relevantes
Seguindo em Frente tenta abordar questões sérias, como traumas de abusos passados e a luta para superá-los. A história de Claire, vítima de uma agressão sexual há 50 anos, reflete sobre a impunidade e a dificuldade de seguir em frente. A série também critica a cultura de armas nos EUA, mas não explora o tema a fundo. Esses elementos adicionam camadas à narrativa, mas a abordagem é inconsistente, com o humor muitas vezes diluindo o impacto.
Comparado a outros filmes de Fonda e Tomlin, como 80 for Brady, Seguindo em Frente é mais introspectivo, mas menos memorável. A conexão com Grace and Frankie é evidente, e fãs da série encontrarão ecos da dinâmica entre as protagonistas, embora com menos leveza.
Comparação com o gênero e contexto
No gênero de comédia dramática, Seguindo em Frente se destaca por seu elenco, mas não inova. Filmes como Última Viagem a Vegas exploram reuniões de veteranos com mais humor, enquanto Seguindo em Frente tenta um tom mais sério. A comparação com Thelma & Louise surge pela amizade feminina, mas o filme de Weitz é menos ousado. Em 2022, ano de seu lançamento, o cinema viu comédias dramáticas mais impactantes, como Everything Everywhere All at Once, o que faz Seguindo em Frente parecer modesto.
A curta duração e a acessibilidade via streaming, como no Amazon Prime Video, são vantagens, mas o filme não deixa uma marca duradoura. Ele funciona melhor como um veículo para Fonda e Tomlin do que como uma obra autônoma.
Vale a pena assistir a Seguindo em Frente?
Seguindo em Frente é uma escolha sólida para fãs de Jane Fonda e Lily Tomlin, que entregam atuações cativantes e cheias de química. A mistura de comédia e drama, embora irregular, diverte, e a curta duração torna o filme fácil de assistir. No entanto, o roteiro hesita entre tons, e as reviravoltas, como notado pelo IMDb, nem sempre ressoam emocionalmente. A crítica social, embora presente, carece de profundidade.
Se você gosta de histórias sobre amizade e superação, como As Amigas ou Grace and Frankie, o filme é uma boa pedida para uma noite descompromissada. Para quem busca algo mais impactante ou inovador, outras opções no catálogo de streaming podem ser mais satisfatórias. Seguindo em Frente é divertido, mas não essencial.
Seguindo em Frente aposta na força de Jane Fonda e Lily Tomlin para contar uma história de vingança e reconciliação. Com momentos de humor e emoção, o filme é sustentado pelo elenco, mas prejudicado por um roteiro inconsistente e uma direção que não equilibra bem os tons. Ideal para fãs das atrizes ou de comédias dramáticas leves, o longa não revoluciona o gênero.
Disponível no Amazon Prime Video, é uma opção válida para uma sessão casual, mas não deixa uma impressão duradoura.
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