Crítica de It – A Coisa: Vale A Pena Assistir o Filme?

It – A Coisa (2017) revitalizou o terror nos cinemas com sua adaptação do clássico de Stephen King. Dirigido por Andy Muschietti, o filme de 2h12min une suspense e drama em uma narrativa sobre infância e medo. Com Bill Skarsgård como o icônico palhaço Pennywise, e um elenco jovem liderado por Jaeden Martell e Finn Wolfhard, a produção explora o terror psicológico em Derry, Maine. Lançado em 7 de setembro de 2017, está disponível na Amazon Prime Video e HBO Max, ou para alugar na Apple TV, Google Play Filmes e YouTube. Em 2025, o filme continua relevante, misturando sustos e emoção. Mas será que resiste ao tempo? Nesta análise, destrinchamos acertos e falhas.

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Premissa cativante e fiel ao original

A história segue o Clube dos Perdedores, sete crianças de 1989 que enfrentam bullying e um mal ancestral: Pennywise, entidade que se alimenta de medo infantil. O roteiro de Cary Joji Fukunaga e Chase Palmer adapta apenas a primeira metade do livro, focando na infância, o que permite um ritmo coeso. A narrativa equilibra terror com amizade, mostrando como o medo une os garotos contra o palhaço assassino.

Essa escolha evita a extensão do romance de 1.100 páginas, priorizando cenas icônicas como o esgoto e as visões aterrorizantes. O filme explora temas como trauma e perda, com flashbacks que humanizam os personagens. Críticos elogiam a fidelidade ao espírito de King, sem sacrificar o ritmo cinematográfico. No entanto, alguns acham a trama previsível para fãs do livro, com reviravoltas que ecoam demais o material original.

Elenco jovem brilhante e Pennywise inesquecível

O coração do filme pulsa no elenco infantil. Jaeden Martell, como Bill, transmite luto pela perda do irmão com sutileza devastadora. Finn Wolfhard, o Richie cômico, injeta humor sem forçar, enquanto Sophia Lillis, como Beverly, rouba cenas com sua força vulnerável. Os jovens perdedores formam um grupo autêntico, refletindo dinâmicas reais de amizade e bullying.

Bill Skarsgård transforma Pennywise em um vilão hipnótico. Seu palhaço alterna entre charme infantil e maldade pura, com olhos que congelam o sangue. A maquiagem e os efeitos práticos elevam sua presença, superando a versão de Tim Curry de 1990. Adultos como Nicholas Hamilton, como o bully Henry, adicionam camadas de ameaça real. O conjunto entrega atuações convincentes, misturando terror e drama de forma natural.

Direção magistral de Muschietti

Andy Muschietti, de Mama, constrói uma atmosfera opressiva com maestria. A Derry dos anos 80 ganha vida em tons cinzentos e chuvosos, contrastando com o verão inocente das crianças. Cenas como a chuva de sangue ou o balão vermelho criam tensão visual sem exageros. A direção equilibra sustos jump-scare com horror psicológico, evitando gratuidade.

A trilha sonora de Benjamin Wallfisch amplifica o pavor, com melodias circenses que viram pesadelos. Efeitos visuais, como as ilusões de Pennywise, impressionam pelo realismo, sem depender de CGI excessivo. Muschietti foca na empatia pelas vítimas, tornando o terror emocionalmente impactante. Ainda assim, alguns momentos de gore podem alienar espectadores sensíveis, e o final deixa ganchos para a sequência de 2019.

Pontos fortes e limitações

Os acertos incluem o equilíbrio entre humor e horror, criando uma aventura aterrorizante. O bullying é retratado com crueza, ecoando questões atuais de saúde mental. Visualmente, é um deleite, com cenas que viraram memes culturais, como o “Você vai flutuar”. A mensagem de superação pelo coletivo ressoa, especialmente para jovens.

Limitações surgem na previsibilidade: sustos seguem fórmula, e o CGI em monstros secundários envelhece mal. O foco exclusivo na infância deixa o arco incompleto sem a Parte 2. Para quem busca terror puro, pode faltar inovação; é mais coming-of-age assustador do que slasher.

Vale a pena assistir em 2025?

Sim, It – A Coisa merece replay. Sua acessibilidade o torna ideal para maratonas familiares com ressalvas, ou noites de Halloween. Com 86% no Rotten Tomatoes, é elogiado por sustos eficazes e elenco carismático. Em plataformas como Prime Video, é fácil acessar, e o aluguel em Apple TV vale para fãs de King.

Se você curte Stranger Things pela nostalgia anos 80, vai adorar. Evite se odeia palhaços ou gore leve. É terror que entretém e emociona, perfeito para revisitar medos da infância. Uma sessão noturna amplifica o impacto.

It – A Coisa é um triunfo do terror moderno, transformando o pesadelo de King em cinema vibrante. Muschietti entrega sustos memoráveis e corações partidos, com Skarsgård como estrela maligna. Apesar de previsibilidades, sua empatia e visual o elevam. Em 2025, continua essencial para fãs de horror psicológico. Assista, flutue e enfrente seus perdedores internos – vale cada grito.

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Magui Schneider
Magui Schneider

Como Editora-Chefe do Séries Por Elas, Magdalena (Magui) é responsável pela curadoria e tom editorial do portal. Magui traz um diferencial único: sua formação como Psicóloga (CRP-RS 07/27539). Ela utiliza sua expertise no comportamento humano para enriquecer as críticas de cinema e TV, oferecendo uma visão analítica e humana sobre o desenvolvimento de personagens e tramas.

Especialista em narrativas de drama, romance e comédia, a ‘Little Monster’ fã declarada da Lady Gaga, traduz sua visão profissional em análises que conectam o público às emoções das telas. É ela quem garante que, aqui, a paixão de fã e a análise séria andem de mãos dadas.

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