Crítica de Conquista: Vale a Pena Assistir o Filme?

Conquista (2021), dirigido por George Gallo, é um thriller de ação que tenta reviver os clássicos dos anos 90 com Ruby Rose e Morgan Freeman no elenco. Lançado diretamente em plataformas digitais, o filme se passa em Biloxi, Mississippi, e segue uma ex-corredora de drogas forçada a um resgate perigoso. Com uma premissa de alto risco e tiroteios incessantes, a produção promete adrenalina. Mas entrega apenas decepção? Nesta análise, destrincho os acertos e falhas para ajudar você a decidir se vale o play.

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Premissa cheia de clichês e pouca inovação

A trama gira em torno de Victoria (Ruby Rose), uma mulher que deixou o submundo do crime para criar a filha. Tudo muda quando Damon (Morgan Freeman), um policial aposentado, sequestra a criança para forçá-la a recuperar US$ 20 milhões roubados de mafiosos russos. Em uma noite, Victoria deve roubar de volta o dinheiro, enfrentando traições e perseguições.

Essa estrutura lembra Duro de Matar ou 16 Quarteirões, mas sem a sofisticação. O roteiro de Gallo, que também dirigiu O Mestre das Sombras, prioriza ação sobre lógica. Diálogos forçados e reviravoltas previsíveis enfraquecem o suspense. O filme ignora consequências reais, tornando a jornada de Victoria mais caricata que crível. Apesar do ritmo acelerado, a narrativa carece de tensão autêntica, como notado por críticos no Roger Ebert.

Elenco desperdiçado em papéis rasos

Ruby Rose, conhecida por Batwoman, interpreta Victoria com intensidade física, mas luta com a profundidade emocional. Sua performance é mecânica, focada em cenas de luta, sem explorar o trauma da personagem. Morgan Freeman, icônico em Um Sonho de Liberdade, surge como Damon em uma cadeira de rodas, mas seu carisma não salva o vilão unidimensional. Ele parece desconfortável, murmurando linhas que soam como paródia.

O elenco de apoio, com Patrick Muldoon e Nick Vallelonga, reforça estereótipos: mafiosos russos genéricos e policiais corruptos. A química entre Rose e Freeman é nula, o que mina o confronto central. Críticas no IMDb destacam como o talento de Freeman é subutilizado, transformando o filme em uma oportunidade perdida para ambos.

Direção técnica mediana e ação exagerada

George Gallo opta por um visual estilizado, com filmagens noturnas em Biloxi que evocam neon e sombras. A cinematografia capta a urgência das perseguições de carro, e as coreografias de luta são competentes para um orçamento modesto. No entanto, a edição é irregular, com cortes abruptos que confundem o fluxo.

A trilha sonora genérica amplifica explosões, mas não constrói atmosfera. Gallo, que escreveu Máfia No Escuro, repete fórmulas de ação sem inovação, resultando em tiroteios repetitivos. O filme dura 92 minutos, mas parece eterno devido à falta de pausas reflexivas. Avaliações no Rotten Tomatoes, com 5% de aprovação, criticam a direção como “exaurente” e sem alma.

Pontos fortes em meio ao caos

Nem tudo é ruído em Conquista. As sequências de ação, especialmente as perseguições de moto, entregam pulsação rápida e visuais dinâmicos. Ruby Rose brilha em cenas físicas, mostrando potencial como estrela de ação. A ambientação em Biloxi adiciona um toque sulista autêntico, com locações que contrastam luxo e decadência.

O filme toca em temas como redenção materna e corrupção policial, mas superficialmente. Para um lançamento digital, cumpre o básico: entretenimento descartável. Críticas positivas, raras, elogiam o ritmo como “junk food cinematográfico”, ideal para uma sessão sem compromisso.

Vale a pena assistir a Conquista?

Conquista não é um desastre total, mas fica longe de ser essencial. Se você curte ação sem pretensões, como Velozes e Furiosos inicial, pode divertir por 90 minutos. Ruby Rose e Morgan Freeman valem o clique para ver como se saem em território novo. No entanto, o roteiro fraco e a direção previsível o tornam esquecível.

Em plataformas como Amazon Prime ou Google Play, onde estreou, é uma opção barata para fãs de thrillers B. Evite se busca originalidade ou atuações profundas – opte por John Wick em vez disso. Nota geral: 4/10. Uma vitória ocasional, mas longe de conquista.

Conquista tenta ser um thriller eletrizante, mas tropeça em clichês e execução mediana. Com Ruby Rose e Morgan Freeman carregando o peso, o filme oferece ação passageira, mas falta alma para marcar. Dirigido por George Gallo, é um produto típico de 2021: visual chamativo, substância vazia. Para maratonas casuais, serve; para cinema de qualidade, pule. Se o desespero por adrenalina bater, dê uma chance – mas não espere milagres.

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Magui Schneider
Magui Schneider

Como Editora-Chefe do Séries Por Elas, Magdalena (Magui) é responsável pela curadoria e tom editorial do portal. Magui traz um diferencial único: sua formação como Psicóloga (CRP-RS 07/27539). Ela utiliza sua expertise no comportamento humano para enriquecer as críticas de cinema e TV, oferecendo uma visão analítica e humana sobre o desenvolvimento de personagens e tramas.

Especialista em narrativas de drama, romance e comédia, a ‘Little Monster’ fã declarada da Lady Gaga, traduz sua visão profissional em análises que conectam o público às emoções das telas. É ela quem garante que, aqui, a paixão de fã e a análise séria andem de mãos dadas.

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